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JAZZ
Lotte Anker,
Fred Frith, Ikue Mori
 Ciclo “Isto é Jazz?” · Comissário: Pedro Costa
destaque
© Miriam Nielsen
© Chippy
SÁB 15 DE SETEMBRO
Pequeno Auditório
21h30 · Duração: 1h
5€ (preço único)
M3
Informações e reservas
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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Saxofones Lotte Anker Guitarra Fred Frith Eletrónica Ikue Mori
Num cenário em que não se encontram muitas mulheres saxofonistas, Lotte Anker é uma das três que mais têm dado que falar nestes últimos anos. As outras são Matana Roberts, norte-americana, e Ingrid Laubrock, alemã radicada em Nova Iorque que antes agitara os circuitos de Londres. A dinamarquesa não necessitou de transferir residência para a capital mundial do jazz – a sua base de trabalho tem sido a Europa, e quando calha serem americanos os seus parceiros, como Craig Taborn, Gerald Cleaver, Tim Berne, Marilyn Crispell, Herb Robertson e outros tantos, é com ela que vêm ter, e não o contrário. Nada há de verdadeiramente surpreendente nisso: Anker não só está no pódio do saxofone feminino, como integra o número dos mais interessantes sopradores da atualidade, independentemente do seu sexo.
Pelo Velho Continente as suas muitas andanças têm sido feitas com gente ilustre como Mats Gustafsson, Hasse Poulsen, Phil Minton, Chris Cutler, Barry Guy, Peter Brotzmann, Sten Sandell, Thomas Lehn e Paul Lovens, para só referir alguns dos nomes que, apenas pela sua menção, dizem muito do percurso que fez até à data. Entre o avant-jazz e a música livremente improvisada, a personalidade musical de Lotte Anker caracteriza-se por procurar novas soluções e novos desenvolvimentos numa linguagem que, para tal, não necessita de romper com os seus legados históricos. Antes pelo contrário: são estes que alimentam a construção do futuro que vem realizando.
É dos Estados Unidos que vêm os restantes dois músicos deste trio de que é a voz melódica, mas são outras as suas proveniências originais: Fred Frith é inglês e Ikue Mori japonesa, residindo um em S. Francisco e a outra na Big Apple. Também pela formação instrumental do grupo se verifica o seu âmbito de ação: trata-se de música eletroacústica improvisada, umas vezes com a emergência de derivados idiomáticos do jazz, do rock e da música erudita contemporânea, e em outras ocasiões sendo impossível identificar o que surge da sua cooperação. A este tipo de abordagem deu Anthony Braxton uma designação abrangente: música criativa. É isso que vamos ouvir, inventividade…
This trio is formed by the Danish Lotte Anker, Englishman Fred Frith and Japanese Ikue Mori, who play an improvised form of electric-acoustic music. Described by Anthony Braxton as “creative music”, it sometimes appears to derive from jazz, rock and contemporary erudite music, while at other times it is impossible to identify its origin. Lotte Anker, one of the few female saxophonists to have unquestionably established herself on the contemporary music scene, is based in Europe, while the other two are based in the United States.
Carbonozero
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