© Cie. Ea Sola
DANÇA
QUA 29, QUI 30
DE SETEMBRO
Grande Auditório
21h30 · Duração: 1h20
M12 · 18 Euros · Jovens até aos 30 anos: 5 Euros
CONFERÊNCIA QUA 29 18H30Corpos em protesto: reflexões sobre dança e política
Por Maria José Fazenda
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Conceito e direcção Ea Sola Música
Nguyen Xuan Son Recitante Hoang Cong Dang Bailarinos
Long Xuan Thanh, Ngo Thanh Phuong, Pham Chi Cuong
Co-produção Théâtre de la Ville, Paris, Hong Kong Arts
Festival, Holland Festival – Auckland Festival, Grand Theatre Groningen,
Companhia Ea Sola
“A natureza do homem é verdadeiramente ser livre e desejar sê-lo, contudo
o seu carácter é tal que ele segue instintivamente as tendências que
a sua educação lhe dita.”
Étienne de la Boétie
Atravessando países confucionistas convertidos à economia global, pensei
em La Boétie, que tinha lançado as sementes da modernidade – não tinha
visto em nenhum outro lugar um pensamento seguido colectivamente até
este ponto. Este francês, este europeu, este Corpo Branco que propôs
a desobediência, a recusa, o não fazer, inventando a ideia da não-violência
para fugir à servidão voluntária, que pensou a liberdade que há em cada
pessoa. Na minha estadia vi um indivíduo, exausto todo o ano, desprotegido,
sem lazer, trabalhando sem parar. Este corpo de trabalho que, apesar
de tudo, parece feliz ao caminhar pela cidade brilhantemente iluminada.
A seu lado, uma criança que satisfaz os seus desejos com roupas novas
e pompas e que parece também feliz. Este corpo de indústria, qual grito
encurralado, que vê no divertimento um sentido de vida, a quem pertence?
Quem o empurra, quem o conduz? Sob que domínio existe?
Ea Sola
Conferência realizada no âmbito deste espectáculo:
Corpos em protesto: reflexões sobre dança e política
Por Maria José Fazenda
“It is truly the nature of man to be free and to wish
to be so, yet his character is such that he instinctively follows the
tendencies that his education gives him.” Étienne
de La Boétie
I crossed Confucian countries converted to the global economy, and I thought
of La Boétie, who had sown the seeds of modernity – nowhere had I seen
a thinking collectively followed to this point. This Frenchman, this European,
this White Body, who had proposed the disobedience, the refusal, the non-doing,
invented the concept of non-violence, to escape from the voluntary servitude,
who gave consideration to the freedom that is within each one of us. I
stayed on, and I saw this person, exhausted during the whole year, with
no time for leisure, unprotected, working non-stop. This body of work,
that nevertheless seems happy while walking through his brightly-lit city.
At his sides, a child who satisfies his desires with new clothes, with
electronics, and who seems happy too. This body of industry, like a trapped
scream, which considers entertainment like a sense of life, who does this
person belong to? Who pushes it, who leads it? Under which domination
does it exist?
Ea Sola