facebook
Loading
Daniel Levin Quartet
Ciclo “Isto é Jazz?” Comissário: Pedro Costa
destaque
© Ariane Lopez-Huici
JAZZ
DOM 27, SEG 28
DE FEVEREIRO
Pequeno Auditório
21h30 · Duração: 1h00
M12 · 5 Euros (preço único)
Mais info
Folha de Sala (pdf)
Informações e reservas
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
Tripadvisor
Mais opiniões sobre Culturgest.
Bilhetes à venda
Culturgest
Fnac
Worten
El Corte Inglés
C.C. Dolce Vita
Agência Abreu
Megarede
www.ticketline.sapo.pt
Reservas Ticketline
707 234 234
Violoncelo Daniel Levin Trompete Nate Wooley
Vibrafone Matt Moran Contrabaixo Peter Bitenc

Por vezes, apenas a mudança de instrumentação num combo convencional é o suficiente para tocar uma música totalmente diferente. No caso do Daniel Levin Quartet desde logo se nota a inexistência de um kit de bateria, e se pensarmos que tal facto anuncia algum tipo de jazz de câmara, coloquemos as coisas a claro desde o início: não é verdade. E Levin ainda torna tudo mais complicado: definiu os papéis de cada interveniente na música – o trompetista Nate Wooley, o vibrafonista Matt Moran, o contrabaixista Peter Bitenc e ele próprio no violoncelo – com o exclusivo propósito de ignorar as predefinições estabelecidas. Assim sendo, não encontramos neste grupo uma secção rítmica formal e os dois instrumentos melódicos não estão necessariamente “à frente”. É necessário acompanhar os trajectos individuais no todo musical sem esperar encontrá-los nos lugares habituais. Só assim é possível seguir o rasto das conversações desenvolvidas, bem como os pequenos jogos de tensão criados. Encontram-se reminiscências da third stream, do cool e do free jazz do início dos anos 1960, mas apenas como tijolos para a construção de uma música inteiramente do nosso tempo.

 

Daniel Levin é, seguramente, um dos mestres do violoncelo improvisado por estes dias. Com uma formação clássica, a linguagem do jazz foi por si especialmente bem assimilada ao longo das colaborações que manteve com músicos tão distintos quanto Joe Maneri, Tim Berne, Joe McPhee, Billy Bang, Joe Morris e William Parker, entre outros.
Matt Moran toca vibrafone tanto com músicos do jazz mainstream como com os mais vanguardistas.
Nate Wooley é um dos mais importantes inovadores das técnicas e do léxico do trompete na actualidade.
Produto do ensino ministrado no New England Conservatory, o contrabaixista (e também guitarrista e vocalista) Peter Bitenc estudou com Steve Lacy, Cecil McBee e Jerry Bergonzi, entre outros. Activo na cena bluegrass, além da do jazz, dirige o seu próprio grupo, Hunter Gatherer, conhecido pelo híbrido de jazz, blues, country, folk e rock que vem propondo, e participa em muitos projectos, como The Dive Bar Dukes e Heather & The Barbarians, entre outros.

In the Daniel Levin Quartet there are no drums. The aim of trumpeter Nate Wooley, vibes player Matt Moran, bassist Peter Bitenc, and Levin on cello, is to ignore pre-set conventions. So there is no formal rhythm section and the “lead” instruments do not necessarily lead. The music harks back to free jazz but is eminently modern, foreshadowing the shape of jazz to come.
Levin is a cello master with a classical background. Matt Moran has been likened to a chess master by Village Voice. Nate Wooley is one of today’s most important trumpet innovators. And Bitenc is also a bluegrass bassist, guitarist and vocalist.
© 2011 Culturgest