Exposição · DE 24 DE OUTUBRO A 23 DE Dezembro DE 2009
Galeria 1 · 2 Euros (Bilhete único para as exposições)

António Olaio
BRRRRAIN

Potato Farm, 1999

Conversa com António Olaio e Miguel Wandschneider
Sábado, 14 de Novembro, 16h30

Visitas guiadas por Miguel Wandschneider
Sábados, 21 de Novembro e 12 de Dezembro, 17h00

Visitas guiadas
Domingos, 8 de Novembro e 6 de Dezembro, 17h00

Conversation with António Olaio
and Miguel Wandschneider

Saturday, 14 November, 4:30 pm

Guided tours by Miguel Wandschneider
Saturdays,21 November, 12 December, 5 pm

Guided tours
Sundays, 8 November, 6 December, 5 pm

Informações · Information
(+351) 21 790 51 55
culturgest@cgd.pt

Ao longo da década de 1980, paralelamente à sua actividade como pintor, António Olaio (Coimbra, 1963) desenvolveu uma intensa prática de performance. Nas suas performances, ele surgia a dançar e a cantar em playback, incarnando uma espécie de personagem inverosímil de um espectáculo não menos sui generis. Esta actividade performativa despertou nele a vontade de experimentar a actividade musical, o que se veio a concretizar em 1986 através da sua ligação, como vocalista e letrista, ao grupo Repórter Estrábico (com o qual chegou a gravar o disco Uno dos, editado em 1991). Desde 1993, Olaio tem utilizado igualmente o vídeo no seu trabalho, em estreita relação com a música, tomando de empréstimo o videoclip como modelo e subvertendo as convenções desse género com um humor e uma imaginação delirantes. Os seus primeiros vídeos apoiam-se em canções que ele compôs a partir da apropriação de melodias de vários discos anacrónicos de instrumentais country (Post-Nuclear Country, 1993-1994). Para os seus vídeos posteriores, ele recorreu a canções feitas em parceria com João Taborda (com quem gravou já três discos, Loud Cloud, Sit on My Soul e Red Rainbows, editados respectivamente em 1996, 1999 e 2008). O vídeo enquanto medium revelou-se extraordinariamente operativo para Olaio interligar, e mesmo fundir, os diferentes tipos de actividade a que se vinha dedicando desde a década de 1980. A presente exposição – a mais extensa até hoje realizada pelo artista – estabelece um contraponto entre o seu trabalho em vídeo e a sua pintura.

Curadoria · Curator:
Miguel Wandschneider

During the 1980s, in parallel to his activity as a painter, António Olaio (Coimbra, 1963) was intensely involved in performance art, dancing and miming songs, and embodying an improbable kind of character from an equally singular show. These performances awakened in him the desire to engage in musical activity, which he achieved in 1986 through his involvement with the band Repórter Estrábico, singing and writing lyrics, and even recording a CD with them – Uno dos – released in 1991. Since 1993, Olaio has also used video in his work, always closely related with music, borrowing the video clip as a model and subverting the conventions of this genre with his zany humour and imagination. His first videos were based on songs that he composed by appropriating the melodies of various anachronic records of country instrumentals (Post-Nuclear Country, 1993-1994). For his later videos, he made use of songs produced in partnership with João Taborda (with whom he has already recorded three CDs, Loud Cloud, Sit on My Soul and Red Rainbows, released in 1996, 1999 and 2008, respectively). Video has proved to be an extraordinarily powerful medium for Olaio, allowing him to interconnect, and even merge together, the different types of activity that he has been engaged in since the 1980s. The current exhibition – the most extensive one held by the artist so far – establishes a counterpoint between his video work and his painting.

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