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Leituras · Quintas 19 de Abril, 3, 17, QUARTA 30 de Maio, QUINTAS 14 e 28 de Junho de 2007
18h30 · Sala 2 · Duração 2h00

Comunidade
de Leitores
Por Helena Vasconcelos


Classificação: M/12

Conhecer uma Mulher · Partindo do título do livro do escritor israelita Amos Oz proponho dedicar esta Comunidade de Leitores à análise de figuras femininas na Literatura, desde as “canónicas” Lily Bart, Isabel Archer e Anna Karenina, até outras menos conhecidas.
O livro de Oz refere a história de um agente secreto israelita que vai viver com a filha, a mãe e a sogra, depois de ter enviuvado. Nesse universo feminino, Yoel apercebe-se de que… “conheceu muitas mulheres mas compreendeu-as muito pouco”.
A resposta a esta questão perene e aparentemente académica é, em parte, revelada na Literatura, o lugar privilegiado para aprofundar a visão crítica e emocional do carácter, da personalidade, das emoções, das paixões, das fraquezas e glórias de algumas mulheres que têm marcado o nosso imaginário e o nosso quotidiano. Outro aspecto importante que cada uma destas obras nos desvenda é o da relação destas mulheres com os homens e com o seu universo, em séculos, países, culturas e ambientes sociais diferentes. As indecisões, decepções e terrível ingenuidade de Isabel Archer são totalmente distintas da independência e coragem neurótica de Sophie de Reval ou das patéticas ambições sociais de Lily Bart e pouco têm a ver com a paixão vertiginosa de Karenina ou com a divagação moral, existencial e poética de Clarissa Dalloway.
Estas figuras complexas e perturbadoras levantam questões sobre a liberdade, a responsabilidade, a traição, a ambição e a sempre presente sexualidade, mais ou menos ambígua, mais ou menos revelada e assumida.
É graças a estes escritores e escritoras, ao criarem personagens tão emblemáticas, que nos é possível compreender a relação destas mulheres com o seu tempo e a forma como se posicionam num mundo diverso, estimulante, brutal e apaixonante. Desde as trágicas brumas de S. Petesburgo à elegância e sofisticação de Londres e Nova Iorque, passando pela decadência sumptuosa da Itália do século XIX, a Telavive do século XX e a devastação da Rússia no rescaldo da Revolução e em vésperas da Segunda Grande Guerra, acompanharemos as deambulações destas heroínas que nos revelam os seus mais íntimos “estados de alma” e a complexidade das relações humanas em toda a sua grandeza e miséria.

19 de Abril
Conhecer uma Mulher, Amos Oz, Ed. Dom Quixote, Lisboa

3 de Maio
Retrato de Uma Senhora, Henry James, Ed. Clássicos Europa-América, Lisboa

17 de Maio
A Casa da Alegria, Edith Wharton, Ed. Presença, Lisboa

30 de Maio
Golpe de Misericórdia, Marguerite Yourcenar, Ed. Dom Quixote, Lisboa

14 de Junho
Mrs Dalloway, Virginia Woolf, Ed. Relógio D’Água, Lisboa

28 de Junho
Anna Karenina, Leon Tolstoy, Ed Relógio D’Água, Lisboa

 

Based on the title of Amos Oz’s book To Know a Woman, I will be looking at females in literature, such as Lily Bart, Isabel Archer and Anna Karenina.
Literature reveals the relationship between women and men in different centuries, countries, cultures and societies. Isabel Archer’s naivety is very different from Sophie de Reval’s courage, or Lily Bart’s ambition and Clarissa Dalloway’s ramblings.
They raise issues of freedom, betrayal, ambition and sexuality.
Writers have helped us to relate women to their time and place, from St Petersburg to London and New York; 19th-century Italy, 20th-century Tel Aviv, and Russia between the wars, along with their state of mind and their human relations.

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