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Exposição · DE 17 DE setembro A 22 DE dezembro de 2007
Culturgest Porto · Entrada gratuita

Luisa Cunha

expo

Do What you have to do, 1994
Dois altifalantes, voz gravada
Vista da instalação no Museo de Arte Contemporâneo de Vigo, 2006

 

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Informações
21 790 51 55
culturgest@cgd.pt

 

Paralelamente à exposição retrospectiva do trabalho de Luisa Cunha (Lisboa, 1949) na Casa de Serralves, e constituindo em certa medida uma extensão dessa exposição, a Culturgest apresenta duas peças sonoras que, por constrangimentos de espaço, não encontraram ali o seu lugar. A primeira, Do what you have to do (1994), obra incontornável no percurso da artista, foi apresentada uma única vez em Portugal, justamente no ano em que foi realizada, no contexto da exposição colectiva 20.000 Minutos de Arte, no Instituto Superior Técnico, tendo sido ainda incluída na exposição colectiva Invisible Show, que teve lugar no ano passado no Museu de Arte Contemporânea de Vigo. Quanto a Turn around (2007), trata-se de uma obra pensada há vários anos, mas só agora concretizada, que prossegue as principais linhas de força do trabalho da artista.
Desde o início da sua actividade, na primeira metade da década de 1990, Luisa Cunha tem vindo a utilizar diversos meios: logo no início e até hoje, a escultura e o som, mas também, nos últimos anos, o desenho, a fotografia ou o vídeo. As suas obras, partindo de uma observação da realidade, convocam o corpo e o olhar do espectador. Nas duas obras que compõem esta exposição, como em geral naquelas em que utiliza o som (mais precisamente, a associação entre voz e texto), a artista constrói, com extraordinária concisão de recursos, uma precisão geométrica no uso da linguagem e uma ironia felina, situações em que o espectador, directamente interpelado, se torna simultaneamente sujeito da experiência de percepção e objecto da própria obra.

Curadoria:
Miguel Wandschneider

Running parallel with a retrospective of Luisa Cunha’s work at Casa de Serralves, Culturgest presents two works which could not be included owing to lack of space. The first, Do what you have to do (1994), is central to her work and has only been exhibited once before in Portugal. The other, Turn around (2007), was planned many years ago but only produced now.
Since her début in the early 1990s Luisa Cunha has used various mediums: originally sculpture and sound, but latterly drawing, photos and video too. In these two works, as in most of those that use sound, Luisa Cunha creates situations in which the spectator is both the subject of the experience of perception and the object of the work itself.

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