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Conferências · Sexta 14 e Sábado 15 de Março de 2008
Pequeno Auditório e Sala 2· Duração 2h00

Aproximações
à biopolítica


Roberto Esposito
Folhas de Sala (pdf)
14 de Março
15 de Março Classificação: M/12

Depois da pequena série de conferências introdutórias O que é a biopolítica?, em que se procura abordar as zonas problemáticas de maior visibilidade da biopolítica, sugerimos um conjunto mais diversificado e especializado de aproximações a este fenómeno da contemporaneidade. Assim, três programas de breves conferências procuram discernir aspectos teóricos, concretos e de ordem estética relevantes para a sua compreensão. O paradigma securitário será posto em causa numa conferência e uma mesa-redonda analisará a visibilidade pública da biopolítica. Estas Aproximações à biopolítica concluir-se-ão com uma conferência por um dos seus mais importantes pensadores internacionais, o filósofo italiano Roberto Esposito.

Sexta 14 · 10h00 · Sala 2
Programa Espectros da vida nua
O medo da morte e a conservação da vida por António Bento
A biopolítica como sintoma do arcaico por José Bragança de Miranda
O nacional-socialismo e a política sobre a vida por Alexandre Franco de Sá
Figuras contemporâneas do biopoder por José Caselas
Autópsia in vivo por André Dias

Sexta 14 · 15h00 · Sala 2
Programa Concretudes do poder
Micropolítica, biopolítica por José Gil
Modelos evolutivos e ideologia por António Bracinha Vieira
Criticar Negri, ignorar Foucault, tomar o poder por José Neves
A luta sem futuro de revolução por Eduardo Pellejero
O inconsciente biopolítico do arquivo audiovisual por Susana Duarte

Sexta 14 · 18h30 · Pequeno Auditório
Andrea Cavalletti Mitologia da segurança
A fórmula de Hobbes «fora do Estado nenhuma segurança» exprime o paradoxo da política moderna. Ela define o perigo a partir do Estado (como o “seu” próprio fora) e, ao mesmo tempo, o Estado a partir do perigo. A fórmula torna assim desde logo evidente como o dispositivo estatal não pode nem deve anular alguma vez o risco, mas antes evidenciá-lo, procurá-lo continuamente e, não o encontrando, inventá-lo. É precisamente esta impossibilidade constitutiva que torna o Estado moderno capaz de tudo.
Andrea Cavalletti ensina Estética e Literatura Italiana na Universidade Iuav de Veneza. Ocupou-se, entre outros, de Warburg, Benjamin, Bialik, de filosofia política, e da ciência do mito, com a edição da obra de Furio Jesi. Publicou, para além de vários ensaios, o livro La città biopolitica (Mondadori, Milão, 2005).

Sábado 15 · 11h00 · Pequeno Auditório
Um desafio à política?
Mesa-redonda que procura avaliar a eventual relevância da biopolítica para a interpretação dos fenómenos políticos contemporâneos, com Rui Tavares, José Neves, Ivan Nunes e André Freire, e moderada por António Guerreiro

Sábado 15 · 15h00 · Sala 2
Programa A arte, a vida
O indestrutível por Silvina Rodrigues Lopes
O animal profundo por Maria Filomena Molder
Os corpos inimagináveis por Jorge Leandro Rosa
Sobreviventes – O silêncio do corpo que cai por Eugénia Vilela
Na zona cinzenta por Nuno Lisboa

Sábado 15 · 18h30 · Pequeno Auditório
Roberto Esposito Riscos e potencialidades da biopolítica global
A mudança de época no final dos anos 1980 levou ao uso e à difusão do paradigma de biopolítica, elaborado no decénio precedente por Foucault. A partir da sua definição, será necessário reconstruir a sua progressiva transformação, nos anos 30 do século xx, de uma política da vida numa política da morte. Esta incidência sobre a tanatopolítica nazi permitirá diagnosticar a fase actual da biopolítica global, com os seus riscos e potencialidades, e sugerir a possível relação entre biopolítica e prática filosófica.
Nascido em 1950, Roberto Esposito é professor de Filosofia na Università degli Studi de Nápoles, Itália. Através da análise das categorias políticas clássicas e modernas, o seu pensamento vai sublinhando os limites do político na época contemporânea. Entre as suas obras, ainda não editadas em Portugal, destacam-se Categorie dell’impolitico (Il Mulino, 1988) e Communitas. Origine e destino della comunità (1998), Immunitas. Protezione e negazione della vita (2002), Bíos. Biopolitica e filosofia (2004) e o recente Terza persona. Politica della vita e filosofia dell’impersonale (2007), publicadas pela Einaudi.

The short series of introductory talks entitled O que é a biopolítica?, which seeks to deal with the most obvious issues of biopolitics, is followed by a more diverse and specialized look at this modern phenomenon. These “approaches to biopolitics” will be rounded off with a talk by one of its leading international thinkers, the Italian philosopher Roberto Esposito.

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