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Música · Domingo 24 de Fevereiro de 2008
11h00 · Grande Auditório· Duração 1h00

Clássicos do Século XX
Concerto comentado por Ana Telles


Orquestra Metropolitana de Lisboa

Folha de sala (pdf)

Classificação: M/6

Neste concerto são interpretadas obras de três grandes compositores do século xx. Se bem que não sejam as mais carismáticas dos seus catálogos, constituem manifestas demonstrações da mestria que nos habituámos a associar aos seus autores e à singularidade da proposta artística com que cada um deles confrontou a sua época.
A Rapsódia para Orquestra e Clarinete é, apesar do título, um extraordinário exemplo de consistência discursiva. Nela revela-se plenamente a identidade musical debussyniana: a ruptura com a previsibilidade formal, a exploração dos recursos tímbricos instrumentais, a desintegração das linearidades rítmica e dinâmica e o imaginário sonoro conotado com o Impressionismo e o Simbolismo.
Já os Dois Retratos de Bartók demonstram a meticulosa consciência com que o compositor húngaro sempre trabalhou os “materiais” rítmicos e melódicos, numa prodigiosa síntese entre uma postura assumidamente modernista e as tradições clássica e popular. Nesta obra, um mesmo fragmento melódico é tratado de forma contrastante em duas peças orquestrais distintas.
Por último, Messiaen deixou-nos nestas suas Três Pequenas Liturgias um valioso testemunho da concepção da arte como manifestação da fé religiosa. Aí encontramos o seus característicos andamentos lentos, com amplas melodias e instrumentos electrónicos integrados em conjuntos instrumentais sempre surpreendentes. Trata-se de uma partitura para piano, cordas, percussão e coro feminino onde se estabelece uma ambiência introspectiva particularmente propícia à contemplação.

 

Orquestra Metropolitana de Lisboa
Clarinete Nuno Silva
Maestro Jean-Sébastien Béreau
Coro de Câmara da Universidade de Lisboa


Programa:
Claude Debussy
Rapsódia para Orquestra e Clarinete
Bela Bartók
Dois Retratos, Op. 5
Olivier Messiaen
Três Pequenas Liturgias

 

This concert sees performances of works by three 20th-century composers. Despite it’s name, Rhapsody for Orchestra and Clarinet is an extraordinary example of discursive consistency, revealing Debussy’s musical identity: his break with formal predictability and his exploration of instrumental timbre.
Bartok’s Two Portraits shows his meticulous approach to rhythm and melody, combining modernity with classical and popular traditions. In this work, one melody is used in two very contrasting ways.
Finally, we have Messiaen’s Trois Petites Liturgies, revealing art as a demonstration of religious faith.

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