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Dança · Quinta 5 e Sexta 6 de Junho de 2008
21h00 · Grande Auditório· Duração 1h05

Coisas Maravilhosas
De Tiago Guedes

alkantara
© Dimitri Wazemski

Folha de Sala (pdf)

Classificação: M/12

(...) Faz já dois anos que enviei um pequeno vídeo de Egyptian Reggae, música mítica de Jonathan Richman, que na altura teve o carácter de uma anedota, aquele género de links que enviamos nos momentos perdidos. Mas nesse pequeno vídeo Tiago viu uma porta de entrada para trabalhar sobre algo que ele andava à procura, material coreográfico em sítios inusitados. Rapidamente compreendi que este vídeo “saltitão” iria contaminar todo o processo de trabalho desta nova peça que estaria a nascer. O projecto de origem parecia agora longe, antes falava-se de matérias a esculpir, agora de palmeiras e de camelos a dançar. O foco parecia romper com a ideia de “bom gosto” e de ambiente sério. Nada de realmente claro para dizer a verdade mas uma vontade lúdica de romper com um discurso obrigatório e formatado (esse das expectativas quando os coreógrafos se tornam “sérios”) tentando agarrar a tangente da “ligeireza”.
(...) Como os seus estranhos exploradores que dançam ao meio da cenografia cintilante, ele semicerra os olhos para ver melhor, melhor trabalhar os detalhes. Eles querem encontrar algo no vazio do palco... coisas maravilhosas.
Compreendi pouco a pouco que ele chegou finalmente a algo que tinha previsto, talvez sem o saber, talvez indirectamente escolhendo inúmeros desvios. É nesta paisagem desértica e pop, onde o olhar encontra dunas em movimento, que não sabemos bem onde estamos. Reconhecemos formas, que pensamos ser miragens, improváveis e longínquas: cabarés, Béjart, Nijinsky, Cunningham, Herzog, discursos místicos dos anos 70...
À saída da estreia no Vivat (1 de Fevereiro 2008, Armentières, França) ninguém parecia ter visto a mesma coisa. Ainda não sabemos onde se situa Coisas Maravilhosas, a que distância na paisagem da dança contemporânea. Tentemos ver juntos.
Florent Delval

Tiago Guedes é coreógrafo residente no Théâtre Le Vivat, Armentières, França no triénio 2006-2008, e na Galeria ZDB, em Lisboa.

 

Concepção e direcção artística Tiago Guedes
Dança Cecília Bengolea, Denis Robert, François Chaignaud, Inês Jacques, Marlene Freitas
Assistente de direcção artística Pietro Romani
Desenho de luz Caty Olive
Sonoplastia Sérgio Cruz
Cenário e Figurinos Carla Freire, Cypress Cook
Acompanhamento vocal Pedro Teixeira (Portugal), Lucy Grauman (Bruxelas), Inês Jacques
Direcção técnica Mafalda Oliveira
Produção Materiais Diversos
Co-produção Culturgest, Lisboa, Portugal; Festival Vivat la danse! Théâtre Le Vivat, Armentières, França; ARCADI – Action Régionale pour la création artistique et la diffusion en Île-de-France, França; Théâtre de L´L, Bruxelas, Bélgica; Galeria ZDB, Lisboa, Portugal; Festival Alkantara, Lisboa, Portugal; O Espaço do Tempo, Montemor-O-Novo, Portugal
Agradecimentos Joris Lacoste, Florent Delval, Giovanni di Domenico, Pakyan Lau
Apoio RE.AL, Atelier RE.AL, Teatro Viriato, MAC Cosmetics.
Projecto financiado por Direcção Geral das Artes / Ministério da Cultura
Estreia mundial 1 de Fevereiro 2008, Festival Vivat la danse!, Théâtre Le Vivat, Armentières, França. Estreia Nacional, 5 de Junho 2008, Festival Alkantara, Grande Auditório da Culturgest, Lisboa, Portugal

 

Coisas Maravilhosas is a journey to an imaginary world made up of other worlds that we know. For example, we know Egypt and its history without having been there, but we know enough to create Egypt in our own minds.
And that is what this production looks at: pre-conceived ideas and the creation of parallel worlds. It builds a world that examines what we know through evocation rather than experience.

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