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Música · Domingo 15 de Fevereiro de 2009
11h00 · Palco do Grande Auditório· Duração aprox. 1h20

Fases do Minimalismo
À Volta de Steve Reich
Drumming – Grupo de Percussão. Concerto comentado por Luís Tinoco.


© Susana Neves
Classificação: M/6

Repetições, fracções, cânones, células, o primarismo da matéria, suas memórias. Prolixidades sobre o silêncio, manipulações subtis de acontecimentos estendidos no tempo, sabores harmónicos de mudança. Ritmo, pulso, tempo. Percepção hipnótica pela insistência, resultados rítmicos irracionais, desfasamentos, encontros…
A complexidade das fases, a força de uma linguagem repetitiva, que faz do seu processo a sua forma.
O minimalismo, sobretudo na música para percussão, tem como figura icónica e incontornável, Steve Reich. Foi de facto com esse compositor que este filão tão importante na música americana, cresceu no sentido de, mais do que uma tendência, se tornar uma corrente. Certo é que não podemos excluir compositores como Terry Riley, Phillip Glass, ou mesmo La Monte Young, a quem se costuma atribuir o título de pioneiro na assunção da corrente. Mas Steve Reich, indo mais longe, aprofundou e criou com a percussão, quiçá pela sua formação de percussionista, e pela forte influência que teve em si a percussão tradicional do Gana, em África, uma relação mais íntima. A percussão na sua riqueza e multiplicidade, talvez tenha servido a Reich como um ‘quase laboratório’ de exploração rítmica, tímbrica, e da pureza da forma. A peça Drumming, um ícone do minimalismo e simultaneamente da música para percussão, é deste estreito laço um exemplo.
Em Fases do Minimalismo – À volta de Steve Reich, faz-se uma panorâmica do presente, passado, e de alguma forma aponta-se e adivinham-se linhas futuras para esta corrente. Tocam-se três obras fundamentais e emblemáticas do compositor nova-iorquino, figura central do programa, que alternam com trabalhos dos também reconhecidos e mais jovens compositores de tendência minimalista, o norte-americano John Kline com a sua obra Hammer, Anvil, Stirrups, e com as peças She Who Sleeps With a Small Blanket do músico sul-africano Kevin Volans e Tactus do espanhol Polo Vallejo. Estes compositores apresentam-se aqui como uma projecção do que poderá vir a ser uma nova vaga do pensamento minimalista, de um novo caminho, de uma nova visão ou de outros trilhos deixados definitivamente em aberto por Reich, perpetuando assim os seus esforços criativos e dando renovado sentido ao seu legado.

 

Percussão Miquel Bernat, Nuno Aroso

Programa
Kevin Volans She Who Sleeps in a Small Blanket
Steve Reich Marimba Phase; Clapping Music
John Kline Hammer, Anvil, Stirrups
Polo Vallejo Tactus
Steve Reich Nagoya Marimba

 

Steve Reich is the iconic figure of minimalist percussion. Of course, one can never overlook writers such as Terry Riley, Phillip Glass and La Monte Young. But Reich goes further, perhaps because he is influenced by the percussion traditions of Ghana. Percussion has served almost as a laboratory for his exploration of rhythm, timbre and purity of form. Drumming is an icon of minimalism.
This event looks at the present and past, and tries to see the future of this movement. Three essential Reich works will be performed, alternating with works by younger minimalist composer John Kline,a piece by South African composer Kevin Volans and another by the spanish Polo Vallejo.

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