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Asier Mendizabal
and/or
Curador: Miguel Wandschneider
EXPOSIÇÃO
DE 6 DE FEVEREIRO
A 18 DE ABRIL
Galeria 2
2 Euros · Bilhete único para as exposições
Visitas guiadas
Domingos, 4 de Abril e 18 de Abril (último dia de exposição), 18h00
Aviso
As Galerias 1 e 2 estarão encerradas nos dias 2 e 4 de Abril.
Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
destaque
La Ruota Dentata, 2009

Asier Mendizabal (Ordizia, Espanha, 1973) tem vindo a problematizar no seu trabalho o lugar político da arte a partir de uma crítica radical da ideologia (nos campos da cultura e da política) enquanto domesticação da potência do signo por um conjunto de significados estabelecidos e consensualizados nos quais um determinado colectivo se revê. Recusando o simplismo didáctico de uma arte de denúncia, assim como o papel do artista como representante (ou porta-voz) de grupos minoritários e marginais, Mendizabal aborda questões complexas relacionadas com o estatuto do documento, a relação entre signo e representação, ou as articulações entre consciência individual e consciência colectiva, tomando frequentemente como referência determinadas subculturas nos campos da música e da política. Deste modo, o artista reequaciona o legado (as possibilidades, mas também os dilemas e as aporias) do pensamento marxista, das vanguardas artísticas históricas, do cinema político e militante, da música rock e punk, ou da militância política de base, para colocar em perspectiva as complexas articulações entre o estético e o político. Em muitas das suas obras, a sua reflexão incide sobre a materialidade do signo, enquanto significante que se apresenta, por defeito ou por excesso, aquém ou além de significados adquiridos, irredutível ao já representado e ao já pensado.

Asier Mendizabal (Ordizia, Spain, 1973) questions in his work the political role of art, proposing a radical critique of ideology (in the fields of culture and politics) as a means of domesticating the power of the sign through a set of established and generally consensual meanings in which a certain collective sees itself reflected. Rejecting the didactic oversimplification of an art of denunciation, as well as the role of the artist as a representative (or spokesperson) of minority and marginal groups, Mendizabal tackles complex questions related with the status of the document, the relationship between sign and representation, or the links between individual and collective consciousness, frequently taking as his point of reference specific subcultures in the fields of music and politics. In this way, the artist reconsiders the legacies (the possibilities, but also the dilemmas and the aporias) of Marxist thought, certain historical artistic vanguards, political and militant cinema, rock and punk music, or grass-roots political militancy, to put into perspective the complex articulations between the aesthetic and the political. In many of his works, he reflects upon the materiality of the sign, as a signifier that, through incompleteness or excess, either falls short of or goes beyond acquired signifieds, remaining irreducible to what is already represented and already thought.
© 2010 Culturgest