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Comunidade de Leitores
A Reivindicação do Amor II
por Helena Vasconcelos
destaque
“Lingam” num dos Templos de Hampi, Índia © Helena Vasconcelos
LEITURAS
QUINTAS-FEIRAS 23 DE SETEMBRO 7 E 28 DE OUTUBRO 18 DE NOVEMBRO 2 E 16 DE DEZEMBRO
Sala 1
18h30
Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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De que falamos quando falamos de Amor? O título do conto do escritor americano Raymond Carver serve para introduzir esta questão tão pertinente agora, em 2010, como o tem sido ao longo de milhares de anos. O ser humano, caracterizado pela sua tendência para o ódio e para a destruição, redime-se através do Amor, enaltecido e glorificado, base de doutrina de todas as grandes religiões, motor de criação nas Artes, sentimento presente nas Ciências e na Política, “produto” manipulado pela publicidade e pelos média, emoção virtuosa que tanto pode ser elevada aos píncaros, como maculada por vícios diversos e incomensuráveis. Na Grécia Antiga não existia uma só palavra para o Amor, antes se usavam termos tão variados como philia, eros, agape, storge e xenia, embora as fronteiras entre eles não fossem bem nítidas. De que amor se trata no caso de Antígona, a jovem que desafia as ordens do rei para cumprir os rituais funerários devidos ao seu irmão Polinice? Jane Austen preferia usar o termo “afecto” para definir o sentimento que prevalece nos seus romances, enquanto as suas heroínas têm que se haver com a moral, os costumes e as boas maneiras. E se, no desarmante D. H. Lawrence, encontramos as sementes controversas da Revolução Sexual dos anos 60, em Alan Hollinghurst descobrimos, sob a égide de Henry James, a decadente sociedade dos anos 80 onde se “cozinharam” os dramas que hoje estamos a viver; finalmente, Yourcennar trata a questão da paixão erótica e Graham Greene a intervenção – ou interferência – da fé religiosa numa relação adúltera e obsessiva.
Continuarão os escritores a conjugar os significados do Amor nas suas obras? Como os distinguir nos livros que iremos ler?

 

23 de Setembro

Antígona

Sófocles, qualquer edição disponível

 

7 de Outubro

Orgulho e Preconceito

Jane Austen, Ed. Europa-América

 

28 de Outubro

Mulheres Apaixonadas

D. H. Lawrence, Ed. Relógio D’Água

 

18 de Novembro

Como a Água que Corre

Marguerite Yourcenar, Ed. Difel

 

2 de Dezembro

O Fim da Aventura

Graham Greene, Ed. Asa

 

16 de Dezembro

A Linha da Beleza

Alan Hollinghurst, Ed. Asa

What We Talk About When We Talk About Love is the title of a story by Raymond Carver and introduces a question which is as relevant now as it ever was. The Greeks had many words for love, although how their meaning differed is unclear. What kind of love is meant in Antigone, the girl who buries her brother Polynices in defiance of the king? In Jane Austen’s novels, in which her heroines have to deal with custom and good manners, she uses the term “affection”. And while D. H. Lawrence sowed the seeds of the 1960s’ sexual revolution, Alan Hollinghurst gives us 1980s decadence. Finally, Yourcennar deals with erotic passion and Graham Greene with the intervention – or interference – of faith in an obsessive relationship.
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