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Pororoca
De Lia Rodrigues
destaque
© Sammi Landweer
DANÇA
SEX 16, SÁB 17
DE ABRIL
Grande Auditório
21h30 · Duração: 50 min. · M12
18 Euros · Jovens até aos 30 anos: 5 Euros
Mais info
Folha de Sala (pdf)
Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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Esta criação inscreve-se no quadro do projecto de associação com o Théâtre Jean-Vilar, de Vitry-sur-Seine, com associação do Conseil régional d’Ile-de-France a título de residência artística, da ONDA/França e do Espaço SESC –Rio de Janeiro.
Uma parceria com a REDES de Desenvolvimento da Maré.
A Lia Rodrigues Companhia de Danças recebeu financiamento da Petrobras através da Lei Rouanet – Lei Federal de Incentivo à Cultura – dinheiro público, originário de renúncia fiscal, dentro do programa Petrobrás Cultural 2007 de “Manutenção – por 2 anos – de Grupos e Companhias de Teatro e Dança”.
Criação Lia Rodrigues Dançado e criado em estreita colaboração com Amália Lima, Allyson Amaral, Ana Paula Kamozaki, Leonardo Nunes, Clarissa Rego, Carolina Campos, Thais Galliac, Volmir Cordeiro, Priscilla Maia, Calixto Neto, Lidia Laranjeira
Com a participação na criação de Gabriele Nascimento, Jeane de Lima, Luana Bezerra Dramaturgia Silvia Soter Luz Pierre Marteau Figurino João Saldanha e Marcelo Braga Assistente de coreografia para a criação Jamil Cardoso Co-produção Théâtre Jean Vilar de Vitry-sur-Seine, Théâtre de la Ville de Paris, Festival d’Automne, Paris, Centre National de danse contemporaine d’Angers e Kunstenfestivaldesarts

Do tupi “poro’rog” que significa ‘estrondar’, Pororoca é um fenómeno natural provocado pelo confronto das águas dos rios com as águas do mar. Em França é conhecido como ‘mascaret’, no Reino Unido recebe o nome de ‘bore’, na Índia de ‘macaréu’. No Brasil, acontece na foz do Rio Amazonas.
Esse encontro violento que pode derrubar árvores e alterar as margens dos rios é, ao mesmo tempo, um processo frágil, resultado de um delicado balanço de factores da natureza. “Pororoca” é um encontro de correntes contrárias. Forma ondas e altera as margens, provoca ruídos e calmaria. É arrastão, mistura, choque, invasão.
Lia Rodrigues

 

Para a coreógrafa brasileira Lia Rodrigues, militante de corpo e alma, fazer arte hoje é restaurar, deslocar, demolir, reparar, preparar o terreno para que a obra possa existir.
Instalada com a sua companhia na Favela da Maré, no Rio de Janeiro, onde desenvolve o projecto artístico “Residência Resistência”, Lia Rodrigues – que se formou inicialmente em dança clássica em São Paulo, criou o grupo de dança Andança, fez parte da companhia da coreógrafa francesa Maguy Marin e foi igualmente produtora cultural, tendo criado e dirigido até 2005 o festival anual de dança contemporânea Panorama Rioarte de Dança – tem recebido numerosos prémios no Brasil e no estrangeiro pelas suas criações coreográficas, que têm circulado no Brasil, na Europa e na América do Norte.

Pororoca is a natural phenomenon caused by the meeting of river and sea water, known in English as a bore. It can uproot trees and alter the course of rivers, but it is also a fragile process resulting from a delicate balance of natural factors. “Pororoca” is a meeting of counter currents. It forms waves and alters shorelines, creating noise and calm. It drags, mixes, shocks and invades. Brazilian choreographer Lia Rodrigues’s company is from the Maré favela in Rio. She was trained in classical dance in São Paulo, created the dance group Andança and was a member of French choreographer Maguy Marin’s group. In 2005 she established a contemporary dance festival, and has won many awards in Brazil and abroad.
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