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Comunidade de Leitores A Reivindicação do Amor
Por Helena Vasconcelos
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Detalhe de O Rapto de Proserpina de Gian Lorenzo Bernini, 1621-22
LEITURAS
QUINTAS-FEIRAS
21 DE JANEIRO, 4 E 18 DE FEVEREIRO, 4 DE MARÇO E 1 DE ABRIL, QUA 16 DE MARÇO
Sala 5 · 18h30 · Entrada gratuita
Inscrições até 15 de Janeiro (limite 40 pessoas) na bilheteira da Culturgest, pelo telf. 21 7905155, pelo fax 21 7905154 ou pelo e-mail culturgest.bilheteira@cgd.pt..
Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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O que é o Amor? Perguntem a quem vive o que é a vida;
perguntem a quem adora o que é Deus?

in Sobre o Amor Percy Shelley

 

O Amor, tal como o entendemos no mundo ocidental, só apareceu na nossa cultura a partir do século XI, na forma do celebrado “amor cortês”. É o que propõe Denis de Rougemont no clássico O Amor e o Ocidente, partindo do mito de Tristão e Isolda. Secundado, mais drasticamente, pelo autor católico C.S. Lewis em A Alegoria do Amor (1936) e por outros pensadores, Rougemont conjuga todas as formas do verbo amar, do amor-paixão ao amor-gosto, do amor físico ao amor-vaidade, passando pelos inúmeros autores que, em Poesia, Romance ou Teatro – para não falar do discurso filosófico – continuam indefinidamente a recriar o sentimento amoroso. Mas o que fazer de textos anteriores como Fedro de Platão, como os fragmentos de poemas inflamados de Safo ou como a obra de Ovídio, tão profundamente ligada à celebração do Amor? Sabemos que a influência dos grandes pares míticos – Tristão e Isolda, Heloísa e Abelardo, Romeu e Julieta, Dante e Beatriz, Dom Quixote e Dulcineia – ou de grandes amorosos como Don Juan, Casanova ou Sade, se faz sentir até aos dias de hoje. Os maiores poetas de todos os tempos – Shakespeare e Camões, por exemplo – foram, também, grandes amantes e o Amor nunca abandonou o curso existencial do ser humano: tem estado presente em batalhas e revoluções, em arroubos místicos e carnais, faz o papel de Musa e serve de álibi para actos reprováveis. Nos nossos dias, teóricos como Allan Bloom e, mais recentemente, Christina Nehring – que, no seu apaixonado Uma Reivindicação do Amor para o século XXI, se rebela contra o que lhe parece um desinteresse por esse sentimento, abafado por uma cultura consumista e imediatista – têm continuado a analisar os grandes textos da Literatura amorosa. Para deslindar este longo e tortuoso percurso – do mito à apropriação burguesa, do sentimento romântico ao materialismo do século XX – esta Comunidade de Leitores irá debruçar-se sobre alguns dos clássicos do género.
Helena Vasconcelos

 

Qui 21 de Janeiro
Romeu e Julieta
William Shakespeare, Ed. Europa-América

 

Qui 4 de Fevereiro
As Ligações Perigosas
Choderlos de Laclos, Ed. Relógio D’Água

 

Qui 18 de Fevereiro
O Vermelho e o Negro
Stendhal, Livraria Clássica Editora

 

Qui 4 de Março
Werther
Johann Wolfgang von Goethe, Guimarães Editores

 

Ter 16 de Março
O Fardo do Amor
Ian McEwan, Ed. Gradiva

 

Qui 1 de Abril
O Amor nos Tempos da Cólera
Gabriel Garcia Marquez, Ed. Dom Quixote

What is Love? Ask him who lives, what is life; ask him who adores, what is God? Percy Shelley

According to Denis de Rougemont in Love in the Western World, love as we understand it in the West only appeared in our culture in the 11th century, with the myth of Tristan and Isolde. He covers countless authors who continue to recreate the sentiment of love in poetry, romance, theatre and philosophy. But what should we make of Plato’s Phaedrus, Sappho’s poetry, or the work of Ovid which celebrate love? Tristan and Isolde, Romeo and Juliet, Don Quixote and Dulcinea, and great lovers like Don Juan, Casanova and Sade still resonate. This Comunidade de Leitores will look at some of the classics dealing with the subject.
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