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EXPOSIÇÃO
Willem Oorebeek
Blackout KATALOG
DE 21 DE NOVEMBRO
A 4 DE FEVEREIRO DE 2012
Culturgest Porto
Entrada gratuita
Tripadvisor
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Curadoria Miguel Wandschneider

O trabalho de Willem Oorebeek (Pernis, Holanda, 1953) emerge repetidamente de um fascínio pela omnipresença e pelos diferentes usos da imagem e do texto impressos na sociedade contemporânea. A escolha dos meios de impressão para a realização do seu trabalho – sendo de sublinhar, a este respeito, a notável exploração do processo material de impressão litográfica – revela-se assim instrumental, não só por relação com o assunto das obras, mas também para explorar questões que desde sempre lhe interessaram, como as da reprodução, repetição, autoria e originalidade.

Nos últimos cerca de dez anos, a prática artística de Oorebeek incidiu sobretudo numa extensa, e ao limite interminável, série de obras intitulada BLACKOUT. O artista começa por selecionar pedaços de material impresso que circulam no domínio público da comunicação de massas, com base em critérios eminentemente subjetivos – de atração, afeição ou afinidade. Depois, com a prensa litográfica que tem no seu atelier, imprime sobre cada uma dessas imagens uma camada de tinta negra. Oorebeek parece decretar a sua morte, mas na realidade resgata-as do seu destino inexorável: o desaparecimento. E o que pode ser entendido como um ato de apagamento é simultaneamente um processo de sublimação. As imagens prestam-se agora a uma perceção lenta e a uma atenção concentrada.

Willem Oorebeek regressa à Culturgest, depois da exposição antológica que aqui realizou no verão de 2008. E regressa com uma obra extraordinária, realizada este ano, na qual obscurece (ilumina) um catálogo de desenhos de Roy Lichtenstein – uma escolha inesperada, mas que se revela em absoluta sintonia com as preocupações e questões que atravessam todo o seu trabalho.

The work of Willem Oorebeek (Pernis, Holland, 1953) issues out of a fascination with the omnipresence and multiple uses of the printed image and text in contemporary society. The choice of print media in his practice – most notably his remarkable exploration of the material process of lithographic printing – is thus instrumental not only in relation to the subject matter of the works, but also in order to deal with issues that have always interested him, such as reproduction, repetition, authorship and originality.

Willem Oorebeek now returns to Culturgest, after the anthological exhibition that he held here in the summer of 2008. And this time he comes with an extraordinary work, produced this year, in which he blacks out (illuminates) a catalogue of drawings by Roy Lichtenstein – an unexpected choice, but one which shows itself to be completely in tune with the issues and concerns that run throughout all his work.

Carbonozero
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