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La casa de la fuerza
(A casa da força)
de Angélica Liddell
destaque
© Atra Bilis
TEATRO
SEX 11, SÁB 12
DE FEVEREIRO
Grande Auditório
20h30 · Duração: 5h00
M18 · 15 Euros
Até aos 30 anos: 5 Euros
Espectáculo em espanhol,
com legendas

Atenção ao horário:
este espectáculo começa às 20h30 e tem dois intervalos (de 15 e 25 minutos).
Mais Info
Folha de Sala (pdf)
Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
Tripadvisor
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apoio
Encenação Angélica Liddell
Interpretação María Morales, Lola Jiménez, Getsemaní de San Marcos, Angélica Liddell, Perla Bonilla, Cynthia Aguirre e María Sánchez
Violoncelo Pau de Nut Mariachis Orquesta Solís
Campeão de Strongman de Espanha Juan Carlos Heredia
Enfermeira
Ana Teresa Poço Figurinos Josep Font e Angélica Liddell
Desenho de luz Carlos Marquerie Assistente de desenho de luz Félix Garma
Som Felix Magalhães Maquinistas Ernesto Ruiz, Renald San Miguel
Direcção de cena Carmen Menager Assistente de produção María José Fernández Produção executiva Gumersindo Puche
Uma produção Teatro de La Laboral, Comunidad de Madrid e Iaquinandi S.L.
Co-produção Centro Párraga e Festival de Outono da Comunidad de Madrid
Colaboram Entrepiernas Producciones (México)
Agradecimentos La Porta

No dia 2 de Outubro de 2008, dia do meu aniversário, sentia-me mal, estava fodida com o passar do tempo, e já tinha plena consciência de que tinha perdido tudo o que amava ou tinha amado. Estava assustada, furiosa e triste. Tinha praticamente deixado de ler e escrever. Nesse mesmo dia,
2 de Outubro, inscrevi-me num ginásio, o lugar da força e da resistência, em busca de um tipo qualquer de contradição ou alívio. E ali começou La casa de la fuerza. Descobri que a extenuação física me ajudava a suportar a derrota espiritual. Esgotava-me. Eram exercícios de preparação para a solidão. [...]
Um dia em que estava a escrever na cinemateca, o auto-engano das três irmãs de Tchékhov retumbou como uma estalada sideral. “É preciso trabalhar”, dizia Irina, “É preciso trabalhar”. O trabalho revelava-se como uma forma de aniquilação. Para além disso, a segunda viagem ao México foi definitiva. Com efeito, ali até o comentário mais banal culmina em acção. Do mesmo modo que as piadas de judeus culminam em Auschwitz, as rotinas de desprezo pela mulher culminam no feminicídio. A humilhação quotidiana culmina nas mortas de Ciudad Juárez, Chihuahua, e em leis deterioradas pela misoginia. [...]
Angélica Liddell

 

Angélica Liddell fundou em 1993 Atra Bilis Teatro, com a qual montou, entre muitos outros, os espectáculos Hysteria Passio (2003), Y los peces salieron a combatir contra los hombres (2003), El año de Ricardo (2005), Perro muerto en tintorería: los fuertes (2007) e Te haré invencible con mi derrota (2009). É presença regular no festival Citemor. Vem pela primeira vez a Lisboa com o espectáculo que marcou o Festival de Outono de Madrid 2009 e Avignon 2010.

 

 

Cinco horas [...] trabalhadas até à exasperação por uma vontade furiosa de compreender porque é que tudo corre tão mal.
Brigitte Salino, Le Monde, 13 de Julho de 2010

 

Há em Angélica Liddell qualquer coisa da penitente e mais ainda da carpideira antiga. E pode ver-se La casa de la fuerza como uma cerimónia às mortas, um ritual cuidadosamente orquestrado para arcar com a infelicidade do mundo, um modo de reabrir as feridas antes de eventualmente voltar a fechá-las.
René Solis, Libération, 12 de Julho de 2010

Angélica Liddell: “On 2 October 2008, my birthday, I felt bad, I was fucked off with the passing of time, and I was well aware that I had lost everything that I loved or had loved. […] I joined a gym, a place of strength and resistance, looking for any kind of contradiction or relief. And that was where La casa de la fuerza began. I discovered that physical exhaustion helped me to bear spiritual defeat.” Liddell is a regular presence at Portugal’s Citemor festival with her Atra Bilis company.
© 2011 Culturgest