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A arte do século XX – entre
a perspectiva e o detalhe

por Raquel Henriques da Silva
destaque
Rui Sanches, Madame Récamier, Segundo David, 1989 · Colecção da Caixa Geral de Depósitos
Fotografia: Laura Castro Caldas / Paulo Cintra
CONFERÊNCIAS
QUINTAS-FEIRAS
10, 17, 24, 31 DE MARÇO
Pequeno Auditório
18h30 · Entrada gratuita
Levantamento de senha de acesso 30 minutos antes do início da sessão, no limite dos lugares disponíveis. Máximo: 2 senhas por pessoa.
Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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Existe, na arte do nosso século, mais do que na dos antecedentes, alguns momentos decisivos. Sob este aspecto, o nosso século tem afinidades com o século XV. Assim, em certos momentos, objectos extraordinários marcaram pontos decisivos, ‘pontos de não retorno’. Houve momentos em que as perguntas foram formuladas e as respostas dadas. Quando estas questões são colocadas de um modo claro, não é possível voltar para trás. As respostas são ‘incontornáveis’, não é possível torneá-las. Os resultados são irreversíveis.
Pontus Hulten, Territorium Artis (cat. de exposição), Bonn, Verlag, 1992.

 

A epígrafe que escolhi para apresentação de uma série de quatro conferências dedicadas à arte contemporânea (que, no início do século XXI, restrinjo, prudentemente, ao século XX) salienta o seu traço distintivo: acelerando acontecimentos que se avolumaram ao longo do século XIX, os artistas iniciaram, por volta de 1900, uma ruptura irreversível em relação às heranças recebidas do passado. Contestaram o valor da aprendizagem (muitos dos mais famosos raramente frequentaram as Escolas de Belas-Artes) ou seja, os exercícios de cópia e os seus procedimentos técnicos, os conceitos de belo e de conveniência, as expectativas dos encomendares e do gosto comum e, muito rapidamente, os campos determinados das diferentes disciplinas artísticas que permitiam distinguir, com segurança, a pintura, a escultura, o desenho e a ornamentação.
Estas questões serão abordadas, primeiro em perspectiva geral, depois em alguns enfoques e detalhes que, mais do que as narrativas da história da arte, visarão o confronto aberto com a extraordinária diversidade de objectos e situações artísticas.

 

Raquel Henriques da Silva é professora de História da Arte e Museologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Foi directora do Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea (1993-97) e do Instituto Português de Museus (1997-2002).

 

 

Programa

 

10 de Março
Grandes rupturas (1900-1920)

 

17 de Março
Alargamentos territoriais (1960-70)

 

24 de Março
Metáforas e citações

 

31 de Março
Obras-primas da Colecção da Caixa Geral de Depósitos

The quotation (Pontus Hulten, 1992) highlights the following: building on 19th-century events, some time around 1900 artists made an irreversible break with the past. They challenged the value of learning – i.e. copying exercises or concepts of beauty (many had little art-school training) – buyers’ expectations and ideas of taste, and then blurred the dividing lines between painting, sculpture, drawing and ornamentation. We will start by looking at these points in general, and then in more detail. This is not an art-history overview; rather, it will compare and contrast the extraordinary diversity to be found in art.
Raquel Henriques da Silva teaches History of Art and Museology at Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova, Lisbon. She was the director of the Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea (1993-97) and of the Instituto Português de Museus (1997-2002).
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