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Aldina Duarte
Contos de Fados
destaque
© Isabel Pinto
MÚSICA
TER 29 DE NOVEMBRO
Grande Auditório
21h30 · Duração aprox. 1h15
18€ · Até aos 30 anos: 5€
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M12
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Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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Voz Aldina Duarte Guitarra portuguesa José Manuel Neto Viola Carlos Manuel Proença Som Alfredo Almeida Luz Paulo Mendes

Quando canto também sonho; creio que estou a trabalhar, subterraneamente, na substituição de um medo, que é comum a todos, por uma esperança igualmente forte. Não me levem a mal.

Ao fundo do palco as cores primárias sucedem-se, entre nós a luz e a sombra, e o jogo sagrado de muitas vidas onde todos somos tudo e não somos nada.

No concerto – Contos de Fados – desejo um lugar de silêncio e revelação onde cada um por si, legitimamente, possa brincar consigo próprio às escondidas, imaginando no seu coração um esconderijo de ilusões e desilusões em desafio permanente, honesto e generoso.

Canto porque a vida me foi levando nessa direcção, mas como o vento norte, às arrecuas, sempre no sentido do Fado.

E canto – “Orfeu e Eurídice” – à Maria do Rosário Pedreira, e aos fadistas, e aos poetas: “mesmo que o saiba fechado / no silêncio mais profundo”.

E canto – “No Pó Que Ficou” –, do José Luis Gordo, a memória dos que se apaixonam, e dos que resistem, e dos que morrem: “no pó que ficou por lá / escrevi o teu nome ausente”.

E canto – “Que Amor É Este?” – o que não digo de ti, e de outros, e de ninguém : “Sobre o céu e o inferno / Diz-me tu o que não sei”.

E canto – “Medeia” – à Manuela de Freitas, e às mulheres, e a todos: “fiz do vazio pensamento / à espera de redenção”.

E canto – “Uma Outra Nuvem” – por mim como quem reza distraída, e pelo José Mário Branco, e pelo meu semelhante: “em que eu à força de aprender a amar / aprenda tudo sobre toda a gente”.
Aldina Duarte

When I sing, I also dream; I believe I’m working underground, replacing a common fear with an equally strong hope. Don’t get me wrong. At the back of the stage, the primary colours follow on from one another, between us the light and the shade, where we’re everything and nothing. In the concert – Fado Stories – I’m looking for a place of silence and revelation, where each of us can play secretly, imagining a hiding place of illusions and disillusions, in a permanent and honest challenge. I sing because life has led me in this direction, but, like the north wind, backwards, towards the Fado.
Aldina Duarte
© 2011 Culturgest