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Aviso Por motivo de saúde do conferencista Augusto M. Seabra, a sessão de 3ª feira 20 de novembro do ciclo "História e Teoria da Crítica" foi adiada para 2ª feira, dia 26 de novembro. O ciclo terminará, como previsto, na 3ª feira, dia 27.
CONFERÊNCIAS
História e Teoria da Crítica
por Augusto M. Seabra
destaque
Swan Lake, 4 Acts de Raimund Hoghe © Rosa-Frank.com · Espetáculo apresentado na Culturgest em fevereiro de 2008
TERÇAS-FEIRAS 6, 13, 27 e SEGUNDA 26 DE NOVEMBRO
Sala 2
18h30 · Entrada gratuita
Levantamento de senha de acesso 30 minutos antes do início da sessão, no limite dos lugares disponíveis. Máximo: 2 senhas por pessoa.
Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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A crítica está em crise? “Crítica” e “crise”, tal como “critério”, têm no entanto uma mesma origem no termo grego “kritês”, isto é, aquele que emite um juízo. Mas fazer um juízo, ou operar a “crítica da faculdade de juízo”, não é apenas emitir uma opinião, mas fundamentá-la na apreciação da arte e das obras, e na sua explanação pública.
A prática crítica foi constitutiva da consolidação do espaço público no século XVIII. A imprensa implantou-se não apenas enquanto veículo noticioso de eventos mas também como modo de dar a conhecer as novidades artísticas e os gostos. O que distingue a crítica não é apenas uma subjetividade de gosto mas sim a explanação de critérios estéticos, tendo em conta a historicidade das obras, os paradigmas interpretativos e as noções de contemporaneidade.
A crítica é um processo de legitimação, tendente também à teorização de obras, autores, tendências e conceitos, que se constitui igualmente num exercício de seleção e poder. E nesse sentido não é menos necessária uma “crítica da crítica”.
A massificação das indústrias culturais e, ainda mais, a expansão de novos suportes, designadamente informáticos, coloca em questão a capacidade de mediação reflexiva, no sentido de uma mera intermediação na lógica e na rapidez dos consumos culturais. Com a permanência de (alguns) críticos como formuladores de cânones, grelhas interpretativas e opções institucionais, ocorre também uma desqualificação do espaço próprio das apreciações críticas, colocando mesmo a interrogação sobre se a crítica ainda existe.

 

Augusto M. Seabra exerce crítica, nomeadamente de música e cinema, desde 1977, dedicando-se também em particular à sociologia da arte. Foi um dos fundadores do Público, jornal em que é colunista. Foi membro de júris nalguns dos mais destacados festivais internacionais de cinema. É também programador. Foi professor convidado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

 

 

6 de novembro
Critérios estéticos, subjetividade e juízos de gosto

 

13 de novembro
A invenção da modernidade e as mutações dos conceitos de arte

 

20 de novembro
Crítica, arte(s) e artistas

 

27 de novembro
A crítica ainda existe?

Is criticism in crisis? “Criticism” derives from the Greek word krites, meaning to judge. Yet judging isn’t just giving an opinion, but making a public explanation based on the appreciation of art and works. Criticism helped to consolidate the public space in the 18th century, using the press as a vehicle for providing news about art and changing tastes, explaining aesthetic criteria in the light of history and contemporaneity. The massification of culture has since undermined the very space of critical appreciation, questioning whether criticism still exists. Presented by Augusto M. Seabra.
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