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INSTALAÇÃO / PERFORMANCE
Viagem
Ciclo Vinte e sete sentidos · Organização: Granular
destaque
© Marcial Aleixo
QUI 9 DE MAIO
Sala 2
18h30 · Duração aprox.: 45 min.
3,50€ (preço único)
M12
Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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Esculturas sonoras João Parrinha

A ideia de fazer música com as minhas esculturas surgiu com a oportunidade inesperada de tocar com o ritmo constante do motor de um frigorífico, que variava no passo como se fosse um músico e não um eletrodoméstico.

A experiencia marcou-me: no meu percurso como escultor as peças adquiriram sons. As máquinas têm sons que nos sugerem lugares, momentos e ações que podemos visualizar ao ouvi-las.

Nesta viagem, o caminho é guiado por uma extrema atenção ao momento. Contrapor, acompanhar, desligar, negar e quebrar são escolhas que estão intrinsecamente ligadas ao som.

A música permite-nos vogar no tempo por lugares surreais, originando uma sequência de imagens aleatórias que nos conduzem num discurso permanente, alternado de silêncios e espaços com diferentes intensidades.

As esculturas desta instalação fazem parte de um todo, integradas em termos físicos, visuais e sonoros. Fica assim criado o espaço para cada um dos participantes percorrer.

João Parrinha

 

João Parrinha é músico (percussionista) e artista plástico com atividade nos domínios da escultura, da pintura, do cinema e do vídeo, tendo igualmente desenvolvido trabalho como cenógrafo. Integrou a formação de blues IBM e com o seu irmão José Bruno Parrinha fez parte na década de 1980 da banda pop Radar Kadafi. Fundou com Sei Miguel e Fala Mariam o trio Moeda Noise, virando-se para a música improvisada. Desde então, tem colaborado com músicos desta área como Paulo Curado, Rodrigo Amado, Carlos “Zíngaro”, Ernesto Rodrigues, Joana Sá e João Lucas, entre outros. As suas criações visuais tiveram sempre um caráter especial: pintou pranchas de surf, concebeu os cenários de concertos de Oasis, Madredeus, Rui Veloso, Ornatos Violeta, Zen e Moonspell e está atualmente a trabalhar num projeto ecológico de transformação de “lixo” em arte, designado por Skeletonsea.

 

 

Sobre o ciclo “Vinte e sete sentidos”

Logo no início do século XX, Kurt Schwitters e poucos outros como ele propuseram-se contemplar os «vinte e sete sentidos da sensorialidade». Quase 100 anos passados, é com a amplitude da perceção humana que as artes de ponta preferem lidar, juntando o tempo e o espaço, o ouvido e o olho. O ciclo “Vinte e sete sentidos” equaciona a performance com a instalação, relacionando a música com outras expressões artísticas, em projetos transdisciplinares e de interação dos meios utilizados. Os conceitos e as práticas variam consoante as perspetivas dos artistas convidados e pretendem-se sempre imprevisíveis. Se a tecnologia hoje ao dispor permite, já por si, o atravessamento das linguagens possíveis, o foco está na criação de soluções menos óbvias, sempre procurando ir para além das finalidades originais de cada funcionalidade.

The set designer and percussionist João Parrinha also works in the fields of sculpture, film and video. Having previously joined the blues band IBM and played in the pop group Radar Kadafi with his brother José Bruno Parrinha in the 1980s, he later founded the trio Moeda Noise with Sei Miguel and Fala Mariam, turning his attention to improvised music. His visual creations have always been special: he has painted surf boards and designed sets for concerts by Oasis, Madredeus and Rui Veloso, among others. He is currently working on a project known as Skeletonsea, transforming “rubbish” into art.
Carbonozero
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