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Em defesa da rebeldia
por Helena Vasconcelos
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Prometeu Agrilhoado (pormenor) de Peter Paul Rubens, 1611-1612 · Fotografia: Jean-Pol GrandmontVER IMAGEM
QUINTAS-FEIRAS
DE 19 DE SETEMBRO
A 19 DE DEZEMBRO
Sala 1 · 18h30
Inscrições (limite 40 pessoas) na bilheteira da Culturgest, pelo telefone 21 790 51 55 ou pelo e-mail culturgest.bilheteira@cgd.pt
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É necessária uma boa dose de coragem para alguém se rebelar, se insurgir, se revoltar, dentro do espaço da família, da sociedade, da comunidade. Mas será a rebeldia um estado físico e mental positivo que impele para a mudança, para a revelação do engenho e da criatividade, ou revelar-se-á como o ímpeto que leva à destruição, ao caos e ao aniquilamento? Rebeldes são aqueles que, frequentemente na juventude mas também ao longo da vida, se insurgem contra o que está pré-‑estabelecido, levando as suas ideias e convicções até às últimas consequências, tanto benéficas como maléficas. O rebelde é heroico como no caso de Atticus Finch, o advogado que ousa defender um negro no tenebroso Sul de Harper Lee. Por sua vez, Raskolnikov, o assassino do romance de Dostoiévski, tem a sua própria noção distorcida e perversa de rebeldia e o gangue de raparigas no livro de Carol Oates mostra, também, os estranhos e perigosos caminhos da marginalidade. Augie March (de Bellow) e Holden Caulfield (de Salinger), através das suas experiências e ritos de passagem, são o exemplo do impulso regenerador que traz consigo a experiência e o enriquecimento existencial. Finalmente, o Prometeu de Ésquilo, duramente castigado e representante do antiquíssimo desejo de desafiar as forças divinas, tem a sua contrapartida nos textos cristãos com a figura de Eva, a transgressora maior. Por tudo isto, será possível distinguir as “boas” das “más” rebeldias? Ou será o estatuto do rebelde o documento, a marca imprescindível, que leva à incontornável mudança?

 

 

19 de setembro

À Espera no Centeio, J.D. Salinger, Ed. Quetzal, 2011

 

17 de outubro

As Aventuras de Augie March, Saul Bellow, Ed. Quetzal, 2010

 

14 de novembro

Crime e Castigo, Fiodor Dostoiévski, Ed. Presença, 2001

 

28 de novembro

Mataram a Cotovia, Harper Lee, Ed. Relógio D’Água, 2012

 

12 de dezembro

Raposas de Fogo, Joyce Carol Oates, Ed. Casa das Letras, 2011

 

19 de dezembro

Prometeu Agrilhoado, Ésquilo, Edições 70, 2008

People need a healthy dose of courage to rebel against their family, society or community. But is rebellion a positive physical and mental state leading to change and revealing ingenuity and creativity, or does it lead to destruction, chaos and annihilation? Rebels rail against the established order: they can be heroic (Harper Lee’s Atticus Finch), perverse (Dostoyevsky’s Raskolnikov), marginal (Joyce Carol Oates’ gang of girls) and regenerative (Bellow’s Augie March and Salinger’s Holden Caulfield). Are there “good” and “bad” rebellions? Or is the rebel simply the mark of unavoidable change?
Carbonozero
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