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EXPOSIÇÃO
Rui Toscano
Esculturas Sonoras 1994-2013
Sound Sculptures 1994-2013
DE 9 DE FEVEREIRO
A 19 DE MAIO
Galeria 1
2€ · Entrada gratuita
aos domingos
As galerias encerram nos dias 29 e 31 de março, e no dia 1 de maio.

Visita guiada
por Miguel Wandschneider

Sábado, 13 de abril, 17h
Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
Tripadvisor
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destaque
T, 1998 · Coleção de Arte Contemporânea da Portugal Telecom · Fotografia: DMF, Lisboa
Curadoria Miguel Wandschneider

Em 1994, Rui Toscano (Lisboa, 1970) produziu uma escultura sonora que se viria a revelar determinante no desenvolvimento da sua prática artística nos anos subsequentes. Bricks are Heavy, assim se intitulava, inaugurou uma genealogia de obras em que o artista utiliza o radiogravador simultaneamente como elemento escultórico e como sistema de amplificação sonora. O radiogravador era, já em meados da década de 1990, um objeto obsoleto, em vias de desaparecimento, e isso tornou cada vez mais difícil, mas não impediu, o desenvolvimento deste corpo de trabalhos, como comprovam duas novas esculturas sonoras, uma delas projetada há dez anos.

A referência à cultura rock, e por essa via a uma determinada cultura juvenil que o artista perfilhava, estava muito presente nas duas primeiras dessas peças – também em (...They Say We’re Generation X But I Say We’re Generation Fuck You!), de 1995. Mas o que persiste em todas elas, e que poucos terão notado na década de 1990, é uma muito particular reativação da linguagem formal característica da escultura minimalista a partir de premissas, atitudes e questões estranhas a essa tradição. Rui Toscano elabora quadros de experiência e de sentido a partir do cruzamento entre formas simples, minimais, e ocorrências sonoras através das quais o real e a representação irrompem. A esta dimensão discursiva alia-se, frequentemente, uma dimensão autorreferencial da obra de arte.

In 1994, Rui Toscano (Lisbon, 1970) produced a sound sculpture that was to prove decisive for the development of his artistic practice over the following years. Bricks are Heavy marked the beginning of a long line of works in which the artist simultaneously uses the radio cassette player as a sculptural element and as a sound amplification system. By the mid-1990s, the radio cassette player was already an obsolete object that was gradually beginning to disappear: although this fact made the process increasingly difficult, it did not prevent the development of this body of works. The reference to rock culture, and thus to a certain youth culture that the artist shared in, was unmistakably present in the first works that he made of this kind. Yet what has endured in all of his sound sculptures – something that few people actually noted in the 1990s – is the remarkable reactivation of the characteristic formal language of minimalist sculpture, based on premises, attitudes and questions that are alien to that tradition. Rui Toscano creates frameworks for experience and meaning based on the crossover between simple, minimal forms and sound events through which reality and representation are able to burst forth. Frequently allied to this discursive dimension is a self-referential dimension of the work of art.
Carbonozero
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