MÚSICA FESTIVAL RESCALDO
Simão Costa
Sturqen
Fat Freddy
destaque
Fat Freddy
QUI 27 DE FEVEREIRO
Pequeno Auditório
Duração: 2h
21h30 · 6€
40% de desconto na compra de bilhetes para os dias 21, 22, 27 e 28 de fevereiro, na Culturgest
M3
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SIMÃO COSTA
“π_ANO PRE·CAU·TION PER·CU·SSION ON SHORT CIRCUIT”

Piano, altifalantes transdutores e parafernália Simão Costa

O trabalho a solo de Simão Costa constitui-se, acima de tudo, como uma investigação dos limites sónicos do instrumento clássico por excelência, o piano. Através da sua manipulação extensiva e exaustiva, complementada pelo recurso a altifalantes transdutores, a um laptop e à mais diversa parafernália, o músico lisboeta opera uma completa transfiguração das suas propriedades – sejam timbrais ou dinâmicas – e das suas potencialidades. Com uma sólida formação clássica, Simão Costa desenvolve um trabalho que se estende a projetos de cariz transdisciplinar e interdisciplinar envolvendo música, vídeo, fotografia, dança, cinema, teatro e novo circo. Privilegiando o interface e cruzamento entre ciência, arte e tecnologia, o seu espetáculo no RESCALDO, que prefigura um novo trabalho a editar pela Shhpuma Records, será, assim, mais do que um concerto, uma pequena totalidade performativa na qual conceitos como o de instalação, soundart, performance e arte visual se confundem e interpenetram, engendrando um novo quadro de referências e classificações.

www.maosimmao.com

Cafetaria da Culturgest

Sturqen “Necrofonia – Arquivo de Mensagens Mortas”
Sintetizadores, pedais, rádios César Rodrigues, David Arantes

Os Sturqen são David Arantes e César Rodrigues, dois estetas sonoros que, a partir do Porto, têm vindo a construir uma sólida base de edições discográficas em ligação íntima com a editora ucraniana Kvitnu (a qual ajudaram, de forma inequívoca, a vencer o prémio de melhor editora nos Qwartz Electronic Music Awards, em 2011). Com um campo sonoro invulgarmente delineado e coerente – uma exploração eletrónica do potencial de inquietação da sua maquinaria, uma claustrofobia paradoxalmente dançável e libertadora, reveladora de incontáveis matizes de cinza – trazem ao RESCALDO um capítulo particularmente ambicioso deste percurso em ascensão: a manipulação, em tempo real, de mensagens rádio aparentemente obsoletas, de conteúdo militar e cuja existência se estende desde, pelo menos, a 1.ª Guerra Mundial, transmitidas pelas denominadas Number Stations. Captadas pelos próprios músicos, e perdido o seu significado e relevância originais, aos Sturqen caberá a sua revitalização e transmutação em discurso estético.

www.sturqen.com

Fat Freddy
Por motivos de saúde de um dos elementos do grupo, a formação da banda foi alterada. Neste concerto tocarão Pedro Guedes Ferreira (guitarra, eletrónica) e Pedro Espada (voz).

Projeto cunhado por Pedro Guedes Ferreira no início do século, os Fat Freddy ressurgem em 2013 com o EP Atirem o meu cadáver para uma valeta. Se, em Álbum sem nome (editado em 2006 pela Cobra Discos) o cruzamento over-the-top entre uma pulsão de matriz funk-rock, detalhes dançáveis e uma via quase barroca de pontuações eletrónicas, nos oferecia uma música paradoxalmente negra e celebratória, introspetiva mas direcionada ao corpo, o single de avanço para o novo trabalho, Morte Gélida em Fernandes Tomás, mostra todo um diferente quadro de referências; com uma contenção quase épica, ao longo de cerca de 10 minutos, o novo mundo dos Fat Freddy, exposto através das palavras escritas e vocalizadas por Pedro Espada, é revelado como uma tela soturna que lentamente se expande e se abre em erupções que evocam um improvável cruzamento entre os Mão Morta e os Pink Floyd. Uma surpresa a descobrir.

fatfreddy.bandcamp.com

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