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TEATRO
Testament
Testamento Preparações tardias para uma nova geração a partir de Lear
de She She Pop e os seus Pais
Integrado no Festival de Almada
destaque
© Doro Tuch (pormenor)VER IMAGEM
SÁB 5, DOM 6 DE JULHO
Grande Auditório
21h30 (dom às 17h) · Dur. 2h
14€ · Até aos 30 anos: 5€
M12
Em alemão com legendas
em português

Folha de sala (pdf)
Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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Conceito She She Pop Com Sebastian e Joachim Bark, Lisa Lucassen, Mieke e Manfred Matzke, Ilia e Theo Papatheodorou Cenografia SSP e Sandra Fox Figurinos Lea Søvsø Música Christopher Uhe Luz Sven Nichterlein Som Florian Fischer Assistência e Apoio dramatúrgico Veronika Steininger Estagiária Laura Lo Zito Produção e relações públicas ehrliche arbeit – freelance office for culture Administração Elke Weber Uma produção She She Pop em coprodução com HAU Hebbel am Ufer Berlin, Kampnagel Hamburg e FFT Düsseldorf financiada por Cidade de Berlim, Cidade de Hamburgo e Fonds Darstellende Künste e.V. Estreia 25 de fevereiro de 2010, HAU Hebbel am Ufer Berlin

Better thou / Hadst not been born than not to have pleased me better.

Rei Lear à sua filha

 

Daddy's working boots have filled their obligation.

Dolly Parton sobre os sapatos do pai

 

Na primeira cena do Rei Lear de Shakespeare, o velho tenta entregar o reino num gesto grandioso às suas três filhas na esperança de assim garantir uma solução para a sua velhice – um plano que falha violentamente. Isto não surpreende, já que, de todas as permutas em que nos envolvemos, a que se faz entre as gerações é a mais complicada e tortuosa.

Os estábulos que é preciso limpar estão cheios até cima com datas e pormenores, bugigangas, genealogias, leis de descendência e herança, doenças hereditárias, juramentos de amor, assistência ao domicílio, faturas do gás e sentimentos de culpa – tudo é moeda de troca neste confronto público de filhas e pais. Para Testament, as She She Pop convidaram os seus pais a juntarem-se-lhes em cena. O teatro é a mesa das negociações para um processo utópico: um compromisso entre as gerações.

Escolhido como um dos melhores espetáculos alemães de 2010, no Theatertreffen de Berlim, Testament tem cativado os teatros europeus e mundiais por onde passa.

 

She She Pop é um coletivo de Berlim fundado em finais dos anos 90. Não têm encenador ou autor: a responsabilidade artística é dos performers, que encontram tarefas interessantes para cumprir e resolver em palco, no que é por vezes interpretado como teatro autobiográfico. She She Pop é um coletivo experimental (porque explora os princípios básicos da comunicação teatral) e feminino (independentemente da existência de membros e colaboradores masculinos).

 

 

Desde o início que se aprecia a profundidade lúdica de pensamento que She She Pop colocou nesta peça formalmente aventurosa e maliciosamente comovente de "reality theatre". Parte análise de texto, parte autoanálise, o espetáculo da companhia alemã explora arquétipos shakespearianos como modelos duradouros da psicologia contemporânea. (...) O prazer inebriante de Testament é que é possível divertir-se imenso e ser esperto ao mesmo tempo.

Peter Crawley, The Irish Times, outubro 2011

Of all the trade-offs we are involved in, the one between the generations is the most complicated and devious. The space that is to be cleared out is brimful with dates and details, trinkets and family trees, legal successions, hereditary diseases, loving vows, home care plans, gas receipts, and a sense of guilt – all of them bargaining chips in this public confrontation of daughters and fathers. For Testament, based on King Lear, She She Pop invited their own fathers to join them on stage. The theater is the negotiating table for a utopian process: a compromise between the generations.
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