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TEATRO
Nova, Caledónia
de André Guedes e Miguel Loureiro
destaque
Deportados da Comuna e nativos caledónios na Ilha dos Pinheiros, Nova Caledónia; a partir de fotografia de Allan Hughan, 1873 © AG/ML (pormenor)VER IMAGEM
DE QUA 26 A SÁB 29
DE NOVEMBRO
Palco do Grande Auditório
21h30 · Duração: 1H40
12€ · Até aos 30 anos: 5€
M12
Na sexta-feira 28, após
o espetáculo, haverá uma
conversa com os artistas
na Sala 1.

Folha de sala (pdf)
Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
Tripadvisor
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O Rumo do Fumo é uma estrutura apoiada por Governo de Portugal – Secretário de Estado da Cultura / Direção-Geral das Artes
Direção artística e dramaturgia André Guedes e Miguel Loureiro
Atores Crista Alfaiate, Cristina Carvalhal, João de Brito e Miguel Loureiro Espaço e elementos cénicos André Guedes e Miguel Loureiro
Tradução (de francês para português)
Luís Lima Barreto, Fátima Ferreira Iluminação Daniel Worm d'Assumpção Assistente de iluminação e operação de luz Eduardo Abdala Som Tiago Martins Apoio ao movimento Miguel Pereira, Sérgio Matias Assistência de ensaios Sara Graça Figurinos Alda Cabacinha (confeção), TNDMII e TEC (empréstimo) Registo fotográfico e vídeo Pedro Filipe Marques Cabelos Gonçalo Ferreira de Almeida Coprodução Culturgest Produção O Rumo do Fumo Residências Espaço Alkantara Apoios CML/DMEV/Quinta da Fonte, Fórum Dança, Jardim Botânico de Lisboa, Teatro Experimental de Cascais, Teatro Nacional D. Maria II Agradecimentos Artur Madeira e Guilherme Teixeira (Divisão de Manutenção de Espaços Verdes da CML), Maria Teresa Antunes (Jardim Botânico da Universidade de Lisboa), João Mourão, Carlos Bártolo, Sara Carinhas.

Com o impasse da experiência da Comuna de Paris de 1871, momento com que escolhemos terminar o espetáculo anterior (como rebolar alegremente sobre um vazio Exterior, Alkantara Festival 2010), uma parte dos revolucionários da Comuna é deportada para um lugar paradoxal, a Nova Caledónia. Paradisíaco e selvagem, o cruel novo território constituiria um lugar impossível para prosseguir o "projeto social" da Comuna, um lugar improvável para a implementação de um programa politicamente atuante ou relevante (os communards tiveram com os nativos caledónios uma relação praticamente inexistente).

Projetamos para este segundo andamento um itinerário sobre o fim dos projetos comunitários de pendor bélico e romântico que são as revoluções; a influência do espaço geográfico na estrutura de uma ideia; a noção de paraíso terrestre ligada aos mares do Pacífico Sul; a adequação de utopias criadas nessas latitudes; a convivência entre o anacrónico e o sincrónico. Chamámos a isto Nova, Caledónia.

AG / ML

 

O ator e encenador Miguel Loureiro dirige o coletivo 3/quartos, onde tem trabalhado sobre a herança do classicismo (Virgílio, Ovídio, Esopo, Camões), a "cena teológica" (S. Weil, Rilke) e a performance (Juanita Castro, Experimentalismo Social). André Guedes, recorrendo a uma diversidade de suportes, trabalha sobre as estratégias de recontextualização espacial, deslocamento e reapropriação de elementos como formas de reflexão social. Esta é a segunda colaboração de ambos.

The next collaboration of Miguel Loureiro and André Guedes starts where the previous one left off: with the impasse of the 1871 Paris Commune. Some of the communards were deported to New Caledonia: a wild paradise and a cruel new territory that proved to be an impossible place to pursue the "social project" of the Commune. This second movement will examine the end of the warlike and romantic communitarian projects called revolutions; the influence of geographical space on the structure of an idea; the South Seas as earthly paradise; the suitability of utopias created in these latitudes; the coexistence of the anachronic and the synchronic.
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