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JAZZ
Alexandra Grimal
e Giovanni di Domenico
Ciclo "Isto é Jazz?" · Comissário Pedro Costa
destaque
© Helene Collon (pormenor)VER IMAGEM
SEX 16 DE JANEIRO
Pequeno Auditório
21h30 · Duração: 1h
5€ (preço único)
M6
Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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Saxofone tenor e soprano Alexandra Grimal Piano Giovanni di Domenico

É sempre um risco quando se adota um instrumentário tão "clássico" quanto o do duo de um piano com um sopro. Ainda que continue a ser possível fazer algo de criativo e novo com este modelo secular, o certo é que as suas coordenadas originais – as da música erudita antes mesmo das do jazz propriamente dito – se impõem sempre, e com naturalidade. Giovanni di Domenico e Alexandra Grimal não fogem a esse enquadramento neste projeto conjunto e é por isso que a música que propõem tem uma clara carga camerística.

O que podia ser uma limitação formal eles transformam num jogo de exploração de possibilidades. Instrumentistas e compositores de jazz com formação académica que também são conhecidos pelas suas incursões na música livremente improvisada, decidiram-se ambos a definir um jogo entre o escrito e o tocado espontaneamente que salta para fora das margens estabelecidas.

Nascida no Cairo em 1980, a saxofonista (tenor e soprano) Alexandra Grimal tem repartido a sua atividade entre projetos próprios, a exemplo do seu grupo Naga (com nomes como Marc Ducret e Benoît Delbecq), e de terceiros, destacando-se o tenteto Can You Hear Me? de Joelle Léandre e a Orchestre National de Jazz sob a direção de Olivier Benoit. Pelo caminho, trabalhou com músicos tão diversos quanto Thomas Morgan, Tyshawn Sorey, Lee Konitz, Gary Peacock, Paul Motian, Benjamin Duboc, François Tusques, Jean-Jacques Birgé ou o português João Lobo.

Natural de Roma (1977), mas com a infância passada em países como a Líbia e a Argélia, Giovanni di Domenico é o menos previsível dos pianistas, não surpreendendo, pois, a sua inclusão no coletivo Trance Mission, do marroquino Hassan El Gadiri. Os sons do Norte de África e do Médio-Oriente estão tão imbuídos no seu estilo pessoal quanto a música de Debussy ou Berio e as influências que recebeu de Cecil Taylor e Borah Bergman. Ao longo do seu trajeto tem colaborado com figuras conhecidas pela sua atitude experimental, como Nate Wooley, Chris Corsano, Arve Henriksen, Jim O'Rourke e Toshimaru Nakamura.

Adopting such a "classical" combination of piano and wind instrument is always risky. Even if this age-old model still permits something new and creative, its original coordinates (erudite music even before jazz, strictly speaking) always end up imposing themselves, and naturally so. The duo of Rome-born Giovanni di Domenico and Cairo-born Alexandra Grimal is no exception, offering us what is clearly a form of chamber music. Yet they transform what could be a formal limitation into music that flits between what is written and what is spontaneous, leaping over established boundaries.
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