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CONFERÊNCIAS
O poder dos afetos
 
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© Ana Pais (pormenor)VER IMAGEM
QUINTAS-FEIRAS
DE 5 A 26 DE FEVEREIRO
Pequeno Auditório
18h30 · Entrada gratuita
Levantamento de senha de acesso 30 minutos antes do início da sessão, no limite dos lugares disponíveis. Máximo: 2 senhas por pessoa.
Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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Curadoria Ana Pais

Quem nunca sentiu um aperto repentino no estômago, um arrepio a percorrer a coluna, a pele de galinha quando não está frio, a explosão ou a suavidade de uma palavra proferida ou a atmosfera pesada de uma sala? A sensação é concreta e materializa-se no corpo, permeável ao ambiente e aos outros.

Distintas de emoções e sentimentos, qualificáveis em categorias universais, estas impressões são subtis e voláteis. Diversos campos do saber têm vindo a explorar a especificidade destes afetos (do que nos afeta), tais como, a filosofia (Deleuze, Massumi), a psicologia (Tomkins), as neurociências (Damásio), os estudos culturais e feministas (Berlant, Ahmed, Sedgwick) bem como as práticas artísticas que configuram situações e experiências desafiadoras da relação tradicional com a obra num museu ou num teatro.

Embora dificilmente consigamos definir o que são os afetos, sabemos o que fazem: atravessam e medeiam a nossa experiência do mundo. Neste sentido, eles são performativos, isto é, a sua circulação social e cultural, apesar de invisível, tem uma influência inegável sobre a forma como nos relacionamos com os outros. Eis o poder dos afetos.

O ciclo O poder dos afetos propõe abordar alguns dos traços performativos dos afetos, mostrando como estes participam de áreas distintas da nossa vida, por exemplo, nas relações laborais, nos espaços sociais e culturais e nos modos de pensar e sentir.

 

Doutorada em Estudos de Teatro pela Universidade de Lisboa, Ana Pais é investigadora e dramaturgista. Foi crítica de teatro (Público, Expresso, Sol), docente (ESTC). É autora de O Discurso da Cumplicidade. Dramaturgias Contemporâneas (2004).

 

 

5 de fevereiro

A performatividade dos afetos na vida e no teatro, Ana Pais

Devido a dificuldades técnicas, a gravação da conferência apresenta um ruído de fundo que não conseguimos eliminar. Pelo facto, pedimos as nossas desculpas.

 

 

12 de fevereiro

Trabalho emocional e subalternidade, Sara Falcão Casaca (Sociologia do trabalho e género, professora no ISEG) e Inês Brasão (Sociologia histórica, professora no IPL)

 

 

 

19 de fevereiro

O poder dos afetos privados na construção da vida pública, Helena Marujo (Psicologia positiva, professora no ISCSP)

 

 

 

26 de fevereiro

Movimentos afetivos do pensamento, Paula Caspão (Filosofia e Artes Coreográficas, pós-doc no CET)

 

Who has never felt a sudden knot in their stomach, a shiver down their spine, goose bumps, or the oppressive atmosphere of a room? Such subtle and volatile sensations are concrete and are materialised in the body, permeable to the environment and to others. These hard-to-define affects have been explored by philosophy, psychology, neuroscience, cultural and gender studies, as well as art. We know what they do: they shape our experience of the world. This cycle looks at some of their performative aspects, showing how they affect distinct areas of our life and our ways of thinking and feeling.
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