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CONFERÊNCIA
No Church in the Wild:
A Estética da Anarquia
com Jack Halberstam
destaque
Kerstin Drechsel, Pussy Riot Gruppe · Cortesia da artista e Galeria Vane (pormenor)VER IMAGEM
SEX 6 DE FEVEREIRO
Pequeno Auditório
18h30 · Entrada gratuita
Levantamento de senha de acesso 30 minutos antes do início da sessão, no limite dos lugares disponíveis. Máximo: 2 senhas por pessoa.
Conferência falada em inglês, sem tradução

Folha de sala (pdf)
Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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Organização António Fernando Cascais e Mónica Guerreiro

Nos últimos três anos, com a emergência de novos movimentos de protesto no contexto da falência do sistema financeiro, da erosão do Estado-nação e da afirmação da soberania empresarial, assistimos a formas de protesto que fundem arte e criatividade para contornar as táticas policiais de controlo de multidões durante manifestações (como o kettling), e escapar às narrativas mediáticas que confinam a energia indómita do motim numa asseada história de saque e ganância. A busca de tais alternativas assume diferentes formas – de cultura de elite e de cultura popular, da cultura de museu à cultura de rua – como arte participativa, festas efémeras, reciclagem imaginativa, relações novas entre objetos, economias e o ambiente.

Na sua pintura das Pussy Riot, a artista berlinense Kerstin Drechsel capta o carácter queer deste nosso tempo de tumulto e revolta. O poderoso retrato da banda punk feminista (presa em 2012 pelo protesto na Catedral de Cristo Salvador em Moscovo, no qual se criticava o apoio da hierarquia da Igreja Ortodoxa à campanha presidencial de Putin) relembra-nos de quão frequentemente a anarquia assumiu a forma de uma rejeição punk feminina, mais do que a de um violento levantamento masculinista. O exemplo das Pussy Riot – o grupo, a pintura, a ação e as suas recriações em todo o mundo – aponta para o surgimento de formas estéticas nestas manifestações altamente mediatizadas de desgaste político e indignação. Poderemos identificar no seio da anarquia uma estética que rejeite a lógica do "capitalismo punk"? Qual a economia erótica de tal trabalho?

 

Jack Halberstam é Professor de Estudos Americanos e Etnicidade, Estudos de Género e Literatura Comparada na University of Southern California. Publicou Gothic Horror and the Technology of Monsters (1995); Female Masculinity (1998); In A Queer Time and Place (2005); The Queer Art of Failure (2011) e Gaga Feminism: Sex, Gender, and the End of Normal (2012). Uma das mais destacadas vozes da teoria queer, Halberstam prepara um novo livro, The Wild, sobre anarquia queer, performance e cultura de protesto.

 

 

As new protest politics have emerged in the last three years in the wake of financial disaster, the waning of the nation state and the rise of transnational corporate sovereignty, some protests have blended art and artfulness in an attempt to escape new police tactics like kettling and to evade media narratives that contain the unruly energy of the riot into a tidy story about looting and greed. In a painting of Pussy Riot, Berlin based artist Kerstin Drechsel captures the queerness of our moment of riot and revolt. Can we find an aesthetic that maps onto anarchy and stages a refusal of the logic of "punk capitalism"? What is the erotic economy of such work?
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