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TEATRO
Israel (2011)
de Pedro Zegre Penim
destaque
© Alípio Padilha (pormenor)VER IMAGEM
SÁB 14, DOM 15
DE FEVEREIRO
Palco do Grande Auditório
21h30 (sáb), 19h (dom)
Duração: 1h20
12€ · Até aos 30 anos: 5€
M12
Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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Texto Pedro Zegre Penim Criação e interpretação Pedro Zegre Penim, Catarina Campino Desenho de luz Daniel Worm d'Assumpção
Tradução
Kennistranslation Produção Cristina Correia, Elisabete Fragoso Coprodução Teatro Praga, Teatro Maria Matos
Estreia
22 de setembro de 2011, Teatro Maria Matos

O amor é, sempre, uma página escrita em hebraico.

Provérbio Popular Português

 

Não é preciso muito para que o debate sobre Israel se torne pessoal. Sobretudo por causa da paixão que desperta, e este debate não tem interesse nenhum se não for apaixonado. Por isso decidi escrever uma carta de amor a Israel ou, melhor dizendo, um espetáculo de amor. Uma declaração de amor a um suposto monstro.

Voltaire escreveu que é preciso escolher entre países onde se sua e países onde se pensa. Em Israel (o país e o espetáculo) faz-se as duas coisas. O contexto reclama uma vigília constante, um pensamento não-binário, cabeça & músculo. Aqui cada história individual deve ser lida como a história de Israel, e a história de Israel como a história de uma só pessoa.

O ator está sentado em frente ao seu computador, o seu rosto projetado numa tela. É difícil dizer para quem e por quem ele fala: com o público, com ele mesmo, com o objeto do seu amor? Israel, aqui uma nação em forma de ficção, toma um rosto humano, como alguém com quem é preciso viver.

A peça, apresentada em Lisboa, Paris e Telavive, recebeu da Sociedade Portuguesa de Autores em 2011 o prémio de melhor texto representado.

Pedro Zegre Penim

This is a love letter to Israel: a declaration of love to a supposed monster. Voltaire wrote that one has to choose between countries where you sweat and countries where you think. In Israel (the country and the show) you do both. The actor is seated in front of his computer, his face projected onto a screen. It is difficult to tell who he is talking to and speaking for: the audience, himself, the object of his love? Israel, here a nation in the form of fiction, takes on a human face, like someone one has to live with. (Pedro Zegre Penim)
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