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MÚSICA FESTIVAL RESCALDO
Gesso
Caveira
destaque
© Vera MarmeloVER IMAGENS
QUI 26 DE FEVEREIRO
Galeria Zé dos Bois
21h30 · Dur.: 1h45 c/ intervalo
6€ (preço único)
M6
Informações
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
Tripadvisor
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Gesso
Percussão Ruben Sequeira Viola baixo Flávio SA Viola Joel Figueiredo

Filiados numa já quase instituída tradição de rudeza psicadélica de volume incontrolável que vem grassando há vários anos no norte do país, e já habitualmente representada no RESCALDO, os Gesso, power-trio de Santo Tirso, vêm a Lisboa trazendo na manga um álbum de estreia, Howling Grace, que se constitui como um compêndio de desregramento rock tal como visto desde o início do milénio.

Os Gesso assumem, sem grandes rodeios, uma multiplicidade de heranças que, muito para além da mais esperada atenção aos fundadores anos setenta do passado século, visita um certo percurso subterrâneo mas contínuo do psicadelismo de ambos os lados do Atlântico, que simultaneamente nos remete para as ambições xamanistas de uns Doors e para o libertinismo multifacetado de uns Hawkwind primordiais, num manto de fuzz que observa de perto a cartilha contemporânea de uns desregrados Comets on Fire ou de uns mais arrumados Dead Meadow. Caso particular de um power-trio que extravasa, em muito, a receita mais direta que habitualmente associamos a esse formato, quer em termos de dinâmica quer de palete sonora, teremos oportunidade para neste concerto conferir uma das maiores promessas nos quadrantes nacionais que, de uma forma ou outra, se movem nos elásticos limites do rock.

facebook.com/gessoficial

gesso.bandcamp.com

Caveira
Guitarra Pedro Gomes Guitarra Manuel Mota Bateria Gabriel Ferrandini

Surgiram com estertor, em 2005, em plena revitalização da criatividade de uma Lisboa que, desde então, não tem parado de dar frutos no cruzamento das energias do jazz, do rock e do noise. Concertos e discos míticos de transe e apoteose continuada, ou, como dito na altura, final perpétuo de um concerto rock, fizeram dos Caveira nome para recordar e acompanhar sempre que intensidade e guitarras se juntam numa mesma conversa.

Após uma redução do trio original para uma breve existência enquanto duo, com Pedro Gomes na guitarra e Joaquim Albergaria na bateria, indiciando uma mudança de rumo e uma tendência para aprofundar a inclassificabilidade desta música, foi preciso esperar até 2013 para um ressurgimento que tem vindo a provar, em aparições muito pontuais, que o mistério da construção, o tumulto da sobreposição e um refinar do diálogo entre músicos continuarão a levar os Caveira por trilhos e texturas únicas.

Ao lado do original Pedro Gomes, a instrumentação original da banda é reposta pela guitarra de Manuel Mota e pela bateria do omnipresente e multifacetado Gabriel Ferrandini, num trio que cruza a improvisação e o jazz mais livre com os assaltos atonais e informes responsáveis por algum do mais vital barulho nipónico do final do século XX (Fushitsusha, Anatarash ou Ruins são referências incontornáveis). Um regresso a não perder.

youtube.com/watch?v=UYed6US-8Rc

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