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A textualização da História ou o historicismo do texto
por Helena Vasconcelos
destaque
Johannes Vermeer. The Astronomer, 1668 (pormenor)VER IMAGEM
QUINTAS-FEIRAS
DE 10 DE SETEMBRO
A 10 DE DEZEMBRO
Sala 1 · 18h30
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Conhece-se a reação de descontentamento de Isabel I de Inglaterra quando Shakespeare levou à cena a peça Ricardo II. Estava-se em plena revolta congeminada por Essex e o texto avivava os ódios e as paixões. Este exemplo, entre muitos outros, serve para ilustrar a constante permeabilidade entre o território literário e o histórico, como afirma Stephen Greenblatt, um dos impulsionadores da teoria literária que, a partir dos anos 1980, passou a ser catalogada como "novo historicismo". Há quem critique este movimento alegando que, desta feita, se reduz o que é literário a histórico e o que é histórico a literário. Não será necessariamente assim, uma vez que estas práticas ajudam a compreender a Literatura à luz de um contexto histórico, enquanto a História, em si própria, se vai fazendo apoiada na literatura. É o que se poderá constatar (ou não), através da leitura dos romances deste ciclo que, sucessivamente, servidos por formas literárias bem distintas, convocarão as discussões em torno do que se convencionou chamar o Século das Luzes, a resistência na II Grande Guerra, o Renascimento, a caótica Inglaterra de Henrique VIII, a Revolução Industrial em Portugal e, finalmente, os delírios imperiais de Alexandre, o Grande, e o seu fascínio pelo Oriente. Será a História uma longa ficção? Ou será que a Literatura não existe sem a História?

 

 

 

10 de setembro
As Luzes de Leonor, Maria Teresa Horta, Ed. Dom Quixote

 

24 de setembro
Educação Europeia, Romain Gary, Sextante Editora

 

15 de outubro
Bomarzo, Manuel Mujica Lainez, Sextante Editora

 

5 de novembro
O Livro Negro, Hilary Mantel, Civilização Editora

 

26 de novembro
As Mulheres da Fonte Nova, Alice Brito, Editora Planeta

 

10 de dezembro
A Última Viagem, Laurent Gaudé, Sextante Editora

 

 

On the eve of a rebellion plotted by Essex, Queen Elizabeth I reacted bitterly to Shakespeare's revival of Richard II, as it brought back all her hatred and passion. Noting how literature and history tend to permeate one another, Greenblatt classified this as an example of "new historicism", a movement criticised for reducing the historical to the literary and vice-versa. The reading of the novels in this cycle will lead to discussions about the Enlightenment, the resistance in World War II, the Renaissance, Henry VIII's England, the Industrial Revolution in Portugal, and Alexander the Great.
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