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TEATRO
Final do Amor
de Pascal Rambert
Encenação de Victor de Oliveira
destaque
© Edgar de Oliveira e Marta Angelozzi (pormenor)VER IMAGEM
DE TER 2 A SÁB 6 DE FEVEREIRO
Pequeno Auditório
21h30 · Duração aprox.: 1h40
12€ · Até aos 30 anos: 5€
M14
Folha de sala (pdf)

O texto da peça está publicado nos Livrinhos de Teatro, numa edição Artistas Unidos / Cotovia / Culturgest.
Informações
Bilheteira Culturgest
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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Texto Pascal Rambert (Clôture de l'amour, 2011) Tradução e encenação Victor de Oliveira Com Gracinda Nave e Victor de Oliveira Música Vítor Rua Cenografia e desenho de luz Michel Gueldry Figurinos e assistência de encenação Cláudia Lopes Costa Coprodução Culturgest e Roundabout.lx-Candela Varas

Num palco quase vazio, um homem e uma mulher confrontam-se num diálogo que é na verdade dois monólogos, e isso através de palavras-soco, que batem forte, machucam, deixam vestígios. As perguntas / respostas sucedem-se, a respiração bloqueia-se, torna-se uma espécie de abismo entre o medo e a libertação, entre o alívio e o choque. É uma experiência que o público vive como se olhasse pelo buraco da fechadura. Num texto que soa como uma arma de fogo, assistimos, impotentes, às deflagrações. Tal como as personagens, estamos "sentados em cima de um vulcão", com medo da erupção iminente. O masculino e o feminino enfrentam-se: dois olhares, duas linguagens para exprimir a violência de um amor que acaba. Último round.

Victor de Oliveira

 

Dramaturgo, encenador, realizador e coreógrafo, Pascal Rambert é diretor do Théâtre de Gennevilliers. Final do Amor é uma peça premiada que estreou em Avignon em 2011 e que Rambert encenou já em várias línguas e cidades, de Roma a Nova Iorque, de Osaka a Barcelona.

Nascido em Moçambique, Victor de Oliveira fez o curso de atores do Instituto Franco-Português e mudou-se para Paris em 1994, trabalhando com encenadores como Wajdi Mouawad e Stanislas Nordey. Em Portugal apresentou Magnificat (Festival de Almada, 2000) e Na Solidão dos Campos de Algodão de Koltès (enc. Philip Boulay, Culturgest / Festival de Almada, 2006).

A man and a woman confront one another in a dialogue that is, in fact, two monologues, using words as if they were landing punches, hitting hard, crumpling their opponent and clearly leaving their marks. Between fear and liberation, relief and shock, the audience experience this confrontation as if they were watching everything through a keyhole. We watch, helplessly, as the flames rise. Two ways of seeing things, two different languages used to express the violence of a love that has reached its end.
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