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JAZZ
Carlos Bica & Azul com Frank Möbus e Jim Black
destaque
© Étienne Sievers (pormenor)VER IMAGEM
SEX 25 NOVEMBRO
Grande Auditório
21h30 · Duração: 1h15
15€ · Jovens até aos 30 anos e desempregados: 5€
M6
Informações
Bilheteira Culturgest
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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Contrabaixo Carlos Bica Guitarra Frank Möbus Bateria Jim Black

Vinte anos passados desde a edição de Azul, o primeiro disco do trio de Carlos Bica com Frank Möbus e Jim Black, eis que o trio está de regresso, em disco com selo Clean Feed e no palco da Culturgest. Com a solidez de projeto que o tempo transcorrido foi urdindo, mas também com a frescura decorrente de todos os três músicos quererem ir mais longe, não se repetindo nem se contentando com o que já fizeram – e foi, como se pode imaginar, muito. Com os Azul de 2016 reconhecemos a identidade da escrita de Bica e do som construído por estes três mestres do jazz do século XXI, mas descobrimos algo mais, entre o que estava já anunciado nos álbuns anteriores e o que não esperávamos de todo…

Um exemplo do primeiro caso é Silver Dagger, arranjo de uma velha canção folk norte-americana em que se carrega na vertente blues, com A Lã e a Neve a representar o segundo da melhor maneira, irrompendo por uma malha de rock que a parceria composicional do contrabaixista com João Paulo Esteves da Silva não fazia supor. Quanto ao restante repertório, são muitas as vias percorridas, umas na linha meditativa e lírica que tanto define o "estilo" de Carlos Bica (Na Rama do Alecrim, tema do cante alentejano), outras com um balanço jovial e bem-humorado, como Skeleton Dance, e outras ainda explodindo em frescos de inaudita complexidade, a começar pelo contagiante X.Y.U.

Quando, ao sexto disco, e com tantos concertos de permeio, ainda nos conseguimos surpreender com a música de uma banda, temos motivo para celebração. Vinte anos depois, aí estão os Azul de Carlos Bica, melhores do que nunca.

Rui Eduardo Paes

Twenty years after the release of their first album Azul, the Carlos Bica trio (with Frank Möbus and Jim Black) are back, with a new-found freshness and wanting to go further. We can still recognise the identity of Bica's writing and the sound of these three jazz masters of the 21st century, but there's something more and completely unexpected… a remake of an old folk song with a blues feel, blues mixed with rock, meditative and lyrical music, jovial and good-humoured tunes and others exploding into frescoes of great complexity. Twenty years later, they can still surprise us. Better than ever.
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