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JAZZ
Hamar Trio
Ciclo "Isto é Jazz?" · Comissário: Pedro Costa
destaque
© Peter Gannushkin© Nuno Martins© Nuno Martins
SEX 18 NOVEMBRO
Pequeno Auditório
21h30 · Duração: 1h
5€ (preço único)
M6
Informações
Bilheteira Culturgest
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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Saxofone e clarinete Klaus Ellerhusen Holm Contrabaixo Hernâni Faustino Percussão Nuno Morão

Algo que era inimaginável ainda há poucos anos tornou-se num fator habitual: o surgimento de grupos que juntam músicos nacionais a outros de proveniências distantes, e não propriamente para que os primeiros acompanhem quem vem de visita a Portugal. Regra geral, trata-se de formações que também gravam discos e tocam em outros países. Eis mais um caso assim, em estreia absoluta neste concerto. O Hamar Trio reúne o norueguês Klaus Ellerhusen Holm aos "nossos" Hernâni Faustino e Nuno Morão. O que têm os três de comum? A mesma, ou muito semelhante, visão do que é improvisar. E improvisar, para os ditos, é aquilo que Derek Bailey definia como uma «celebração do instante». Ou seja, algo em que cabe tudo o que é permitido pelo tipo de criatividade que se norteia apenas pela intuição e pela espontaneidade. Neste âmbito, é natural que o jazz esteja presente, mas a festa a que Bailey se referia no livro Improvisation: Its Nature and Practice in Music pode englobar também as conquistas que foram feitas ao longo do século XX e neste que há pouco teve início pela chamada música erudita, bem como por todo o património experimental reunido nas margens da música popular.

É esse amplo domínio que Holm tem percorrido, umas vezes mais inserido na tradição do jazz, quando se associa a músicos como Per Zanussi, Fredrik Rundqvist ou Mats Aleklint, e outras atirando-se a territórios menos, ou nada, desbravados, ao lado de Stian Westerhus, Xavier Charles, Jim Denley ou Axel Dorner. O que também caracteriza os seus parceiros portugueses. Conhecido, sobretudo, pelo trabalho que desenvolve com o Red Trio, Faustino não é outro senão um dos motores da extinta e mítica banda de rock alternativo K4 Quadrado Azul e um habitual colaborador dos psicadélicos Signs of the Silhouette. Elemento fundamental do JER Ensemble, que tem apresentado óperas tocadas com instrumentos de plástico, Morão está igualmente ativo como baterista de jazz, percussionista de música exploratória e teclista em contextos da pop inteligente. O que fizerem a três será o reflexo de todos esses investimentos.

Previously unimaginable, but now quite normal, Hamar Trio is yet another in the recent spate of groups combining Portuguese and foreign musicians (Norwegian Klaus Ellerhusen Holm with the Portuguese Hernâni Faustino and Nuno Morão). Playing together for the first time, they share the same view of improvisation, akin to Derek Bailey's description of it as the "celebration of the moment" – creativity guided only by intuition and spontaneity. Their music is jazz, of course, but it also includes erudite music and the experimentation taking place on the fringes of popular music.
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