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TEATRO
Se eu vivesse tu morrias
de Miguel Castro Caldas
destaque
© Filipe Pinto (pormenor)VER IMAGEM
DE SEX 9 A TER 13 DEZEMBRO
Palco do Grande Auditório
21h30 (dom às 17h) · Duração prevista: 1h30
12€ · Jovens até aos 30 anos e desempregados: 5€
M16
Informações
Bilheteira Culturgest
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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Este espetáculo foi financiado pela Culturgest e pela GDA
e teve o apoio de AndLab, Máquina Agradável e Polo Cultural das Gaivotas.

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Direção e texto Miguel Castro Caldas Conceção Miguel Castro Caldas, Lígia Soares e Filipe Pinto Cenário e figurinos Filipe Pinto Cocriação e interpretação Lígia Soares, Miguel Loureiro e Tiago Barbosa Cocriação, som, vídeo, luz Gonçalo Alegria Pré-produção Marta Raquel Fonseca Produção executiva Vânia Faria Cocriação e assistência aos ensaios Catarina Salomé Marques

O título deste espetáculo é tirado do famoso epitáfio de Robespierre: "Passante, não chores a minha morte, se eu vivesse tu morrias." O passante e Robespierre não podem estar vivos ao mesmo tempo e no entanto é isso que os dramaturgos e os atores fazem grosso modo no teatro: o dramaturgo morre, e o ator ressuscita-o sem ele próprio morrer.

Tomemos alguém que lê um texto em voz alta, em público, de papel na mão: estamos a deparar-nos com a simultaneidade da sua presença e da sua não-presença (tanto do texto como do leitor). Com este espetáculo queremos evidenciar a não-presença, a fantasmagoria, o outro acontecimento que não é aquele que os atores costumam afirmar como o aqui e o agora. Pôr ainda mais o morto em cena. Não vamos convocar os mortos para a vida, vamos convocar-nos nós para lá. E para isso pedimos ajuda ao texto que nos leve nesta viagem de morte.

Página três; vamos começar.

 

Miguel Castro Caldas

 

 

Miguel Castro Caldas escreve para a cena e para o papel, traduz e dá aulas. Na Culturgest foram apresentadas as peças Nunca-Terra, em vez de Peter Pan (2005), Repartição (2008), nós numa corda (PANOS 2009) e Diálogos (PANOS 2015).

Robespierre's epitaph says: "Passerby, do not grieve my death because if I were living you'd be dead." Robespierre and the passerby can't be both alive at the same time, but in the theatre that's what happens: the playwright dies and the living actor brings him back to life. Let's take someone reading a text aloud, in public, with a script in their hand: we find ourselves confronted simultaneously with their presence and non-presence. What we seek to highlight with this show is the non-presence, the phantasmagoria, the other event, which is not the one that actors usually establish as the here and now. We will put the dead on the stage, but even more so. We are not calling the dead back to life, we're calling ourselves over to the other side. And to do this, we seek help from the text, to take us on this journey of death. Page three; let's begin.
© 2016 Culturgest