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EXPOSIÇÃO
Francisca Carvalho
Chordata
DE 9 DE ABRIL
A 2 DE JULHO
Inauguração:
sexta-feira, 8 de abril, 22h
Culturgest Porto
Entrada gratuita
 
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Big Plastic, 2014
Curadoria Miguel Wandschneider
É compreensível mas lamentável que, no nosso contexto artístico local, vários artistas portugueses permanceçam arredados da atenção e da visibilidade que o seu trabalho justifica. Francisca Carvalho (Coimbra, 1981) é um desses casos flagrantes: a sua obra é em grande medida desconhecida para além de um círculo ainda relativamente confinado de pessoas, em que se incluem alguns artistas da sua geração e ex-alunos e professores da escola Ar.Co, onde em 2005 concluiu a sua formação artística (a artista licenciou-se em filosofia, cinco anos mais tarde, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa). Francisca Carvalho desenvolveu uma prática obsessiva e muito orgânica de desenho. É muitas vezes um desenho sem premeditação, extremamente veloz, em que a mão se solta e avança rapidamente sobre o papel, quase às cegas; por outras palavras, um desenho em que a contingência do processo e as associações inconscientes tomam frequentemente a dianteira. A exposição Chordata é composta sobretudo por desenhos feitos entre 2010 e 2013, na sua maioria inéditos – alguns foram mostrados em duas exposições individuais em Lisboa, Portmanteau e nove desenhos, respetivamente na galeria Alecrim 50, em 2012, e no Parkour, em 2014. A exposição abrange ainda uma surpreendente e fascinante série de colagens feitas em setembro de 2014, assim que se instalou em Baltimore para frequentar um mestrado em arte multidisciplinar no Maryland Institute College of Art, e beneficiando para esse fim de uma bolsa Fullbright atribuída pela Fundação Carmona e Costa. Desde então, a sua prática artística tem sido pautada pela experimentação de suportes e materiais muito diversos, por vezes encontrados, e por uma nítida inflexão para obras objetuais, suscitando elevadas expetativas relativamente ao trabalho que está por vir.
Francisca Carvalho (Coimbra, 1981) has developed an obsessive and highly organic drawing practice. She often draws without any premeditation, extremely quickly, her hand moving freely and rapidly over the paper, almost blindly; in other words, the contingency of the process and unconscious associations frequently take the lead in her drawing practice. The exhibition Chordata is composed above all of drawings made between 2010 and 2013, most of them previously unseen. It also includes an extensive series of collages made during the first month of her stay in Baltimore, where she moved in September 2014 in order to take a Master's degree in multidisciplinary art at the Maryland Institute College of Art.
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