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EXPOSIÇÃO
Palácio de Espanto
Em torno da Coleção da Caixa Geral de Depósitos
DE 14 DE MAIO
A 1 DE OUTUBRO
Museu Municipal de Tavira / Palácio da Galeria
Calçada da Galeria
8800-306 Tavira
Tel. 281 320 540
Horário: de 3ª feira a sábado
das 9h às 16h30
Encerra: domingo, 2ª feira
e feriados
2€ · Até aos 7 anos: gratuito
Dos 8 aos 18 anos, mais de 65 anos, estudantes: 1€
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Sérgio Carronha. Sala de Tavira, 2016 © Miguel Andrade
Curadoria Bruno Marchand Artista convidado Sérgio Carronha

Palácio de Espanto é a primeira de um ciclo de três exposições coletivas que partilham um mesmo tema, uma mesma estrutura e um mesmo objetivo. Partindo de uma seleção de peças da Coleção da Caixa Geral de Depósitos, estas exposições propõem-se acolher ainda obras inéditas de artistas convidados e artefactos provenientes dos espólios de cultura material das respetivas regiões anfitriãs. Com esta teia de encontros pretende-se não só confrontar a Coleção da CGD com objetos de outros universos e de outras idades, mas sobretudo restituir à arte algo que a atual profusão de imagens e o crescente pendor retórico dos discursos contemporâneos lhe vêm anulando: o seu pleno poder simbólico.

A noção de espanto que preside a este ciclo sublinha isso mesmo: a vontade de responder ao atual esgotamento da imagem através da recuperação do enigma do ícone, da reposição do instante mágico que faz do corpo da imagem o lugar de uma passagem para o transcendente. Por outro lado, ele sublinha também a vontade de contrapor à retórica vigente a dúvida e a estranheza, o irracional e a superstição, como meios para o culto de uma espécie de infra intelecto, morada da incerteza e da pulsão. Neste espaço de alternativa esperamos ver despontar o ambíguo e o inominável, esperamos assistir à formação de um território onírico, onde seja possível recuperar e preservar a centelha antiga da surpresa e do supra natural, a matéria de que é feita a expressão confusa, rara e irredutível de um espanto.

Bruno Marchand

Palácio de Espanto (Palace of Awe) is the first in a cycle of three group exhibitions that share the same theme, the same structure and the same objective. Starting with a selection of pieces from the Coleção da Caixa Geral de Depósitos, these exhibitions also incorporate other previously unseen works by guest artists, as well as artefacts originating from collections embodying the material culture of the respective host regions. In putting together this tangled web of encounters, the aim is not only to contrast the Coleção CGD with objects from other origins and ages, but to return to art something that has slowly been taken away from it by today's profusion of images and the increasingly rhetorical nature of contemporary discourses: its undeniable symbolic power.

Bruno Marchand

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