MÚSICA FESTIVAL RESCALDO
Älforjs / Ondness /
Pega Monstro
 
destaque
© Sara Rafael (pormenor)VER IMAGENS
SÁB 18 FEVEREIRO
Garagem Culturgest
21h30 · Duração: 2h
6€ (preço único)
M6
Informações e reservas
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21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
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Reservas e informações:
1820 (24 horas)
Pontos de venda: Agências Abreu, Galeria Comercial Campo Pequeno, Casino Lisboa, C.C. Dolce Vita, El Corte Inglés, Fnac, Megarede, Worten e www.ticketline.sapo.pt
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Älforjs
Bateria, percussão Raphael Soares Contrabaixo, percussão e voz Bernardo Álvares Saxofone alto, eletrónicas, percussão e voz Mestre André
Os Älforjs são um trio nascido como consequência direta da participação dos seus membros num workshop conduzido por Carla Bozulich no âmbito da edição de 2014 do OUT.FEST, que se propunha a, entre outros feitos, qualquer coisa como "destruir toda a música e conhecimento até que só reste a beleza e nela se possa desaparecer". Se tão ambicioso objetivo foi ou não alcançado será matéria para outros textos, mas a verdade é que o aparecimento da música de Älforjs (Raphael Soares na bateria, Bernardo Álvares no contrabaixo e Mestre André nas eletrónicas e saxofone) – pelo seu minimalismo processual em conjunção com uma propulsão rockeira e ritualista, pela busca e consequência de estados e momentos hipnóticos e neo-xamânicos por onde passam o jazz, o rock, a improvisação, a África mais recôndita ou o mais académico experimentalismo eletroacústico, revela sem sombra de dúvida uma energia primordial que evoca novos princípios e ausência de fronteiras. A sua atuação no Rescaldo assinala o lançamento do seu segundo trabalho de longa-duração, Demons 1.0, com selo Shhpuma.
Ondness
Eletrónicas Bruno Silva

Do percurso de Bruno Silva, das figuras atualmente mais estabelecidas, criativas e ativas na comunidade de música independente lisboeta, consta a fundação do duo Osso e uma participação reiterada no coletivo Frango, ambos bandas com papel importante no estabelecimento da riqueza dessa mesma comunidade na primeira década deste século. Ondness, o projeto que nos últimos anos mais o tem ocupado, granjeando-lhe um reconhecimento e notoriedade que o tem levado a vários cantos do mundo – quer em atuações ao vivo quer em edições discográficas – resulta de uma aprendizagem acumulada por vários anos e várias músicas e de um invulgar reconhecimento e apropriação das várias franjas da cultura popular contemporânea.

Os materiais que manipula em esculturas e paisagismos quase sempre de base eletrónica evidenciam uma peculiar recusa de soluções e resoluções sonoras evidentes ou de metronomias certas que intriga profundamente, sendo particular testamento desta estranheza a recente revisitação que do seu espólio foi feita pelo trio de Gabriel Ferrandini, Hernani Faustino e Pedro Sousa, músicos que habitam esferas – as do jazz – aparentemente tão distantes da sua.

Pega Monstro
Guitarra elétrica Maria Reis Bateria Júlia Reis

Parece ainda estranhamente recente o momento em que os mais atentos se depararam com uma pequena maravilha de nome O Juno-60 nunca teve fita, concretizada por uma dupla de irmãs mal saídas da adolescência, que provocou com estranhas reminiscências o sentido de surpresa que, mais de 15 anos antes, uma k7 de nome Have you slept with your TV set, dos saudosos Pinhead Society, havia conseguido provocar. Desde então, e passados exatamente seis anos, o nome Pega Monstro é já sinónimo de destaque inevitável em qualquer lista que se proponha exemplificar o que de mais único, mais bravo e mais vibrante se faz na música portuguesa, sendo o disco homónimo de 2012 e o espantoso Alfarroba, lançado em 2015 pela britânica Upset The Rythm, testemunhos do talento único das irmãs Júlia e Maria Reis – que continuam a cantar um português real, tão miraculosamente real como aquele que é falado, quotidianamente, por toda a sua geração, e a, sobretudo, materializar numa obra que é sonicamente direta, simples e comovente – na exata proporção em que é subtil, complexa e excitante – o rock em estado realmente puro.

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