JAZZ
Ballrogg
Ciclo "Isto é Jazz?" · Comissário: Pedro Costa
destaque
© Peter Gannushkin / © Micke Keysendal (montagem)VER IMAGENS
QUI 30 MARÇO
Pequeno Auditório
21h30 · Duração: 1h
6€ (preço único)
M6
Informações e reservas
Bilheteira Culturgest
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
Ticketline
Reservas e informações:
1820 (24 horas)
Pontos de venda: Agências Abreu, Galeria Comercial Campo Pequeno, Casino Lisboa, C.C. Dolce Vita, El Corte Inglés, Fnac, Megarede, Worten e www.ticketline.sapo.pt
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Saxofones, clarinete, field recordings Klaus Ellerhusen Holm Contrabaixo Roger Arntzen Guitarra David Stackenäs

Num tempo de misturas de linguagens musicais, o trio Ballrogg não só está em linha com a tendência geral como leva esta a desfechos que, expostos em papel, parecem improváveis. A música tocada por Klaus Ellerhusen Holm, Roger Arntzen e Ivar Grydeland (neste concerto substituído por David Stackenäs) pode ser descrita como a combinação do tipo de jazz elaborado, mas aberto, cunhado por figuras históricas como Eric Dolphy e Paul Bley, com a new music não-linear e indeterminista de um Morton Feldman e aquilo a que se convencionou chamar de Americana, associando em si folk, country e blues.

Todas estas referências vêm do outro lado do Atlântico, mas juntas, e da maneira como as ouvimos, têm o traço distintivo da música criativa que nos dias de hoje está a ser praticada na Escandinávia – tanto assim que ninguém mais no mundo poderia fazer com que algo de tão bizarro resultasse tão natural. Não surpreende, aliás, que um dos discos deste grupo tenha como título Swedish Country. Mas há mais nos temas dos Ballrogg para além destas coordenadas, evitando a formulação de uma simples receita pronta a ser indefinidamente reproduzida: algumas situações musicais têm um formato neoclássico, lembrando os Clogs, e outras ganham uma dimensão eletroacústica com características ambientais e de paisagismo sonoro que nos remete para Philip Jeck.

Ballrogg are a trio whose music seems to follow the general trends, but leads to unlikely outcomes, being best described as a mixture of elaborate, but open jazz and the new music known as Americana, associating folk, country and blues. All of these references come from the other side of the Atlantic, but together, when played in this way, it has the distinctive sound of modern-day Scandinavian creative music. Not surprising therefore that one of their albums has the name of Swedish Country. Some of their music is reminiscent of the Clogs, while at other times they sound just like Philip Jeck.
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