TEATRO
O Cinema
de Annie Baker · Um espetáculo dos Artistas Unidos
destaque
© Jorge Gonçalves (pormenor)VER IMAGEM
DE QUA 19 A DOM 23 ABRIL
Pequeno Auditório
21h30 (dom 17h)
Duração aprox. : 2h30
13€ · Jovens até aos 30 anos
e desempregados: 5€
M12
Folha de sala (pdf)

Depois da Culturgest, o espetáculo é apresentado no Teatro da Politécnica de 3 de maio a 3 de junho.

O texto da peça está publicado nos Livrinhos de Teatro, n.º 104 numa edição Artistas Unidos / Cotovia  /  Culturgest.
Informações e reservas
Bilheteira Culturgest
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
Ticketline
Reservas e informações:
1820 (24 horas)
Pontos de venda: Agências Abreu, Galeria Comercial Campo Pequeno, Casino Lisboa, C.C. Dolce Vita, El Corte Inglés, Fnac, Megarede, Worten e www.ticketline.sapo.pt
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Autoria Annie Baker Título original The Flick (2013) Tradução Francisco Frazão Com António Simão, Bruno Huca, Rita Cabaço e Pedro Gabriel Marques Cenografia e figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Coordenação técnica João Chicó Assistência Diana Santos e Bernardo Alves Encenação Pedro Carraca Coprodução Artistas Unidos e Culturgest

SAM Às vezes há pessoas que ficam sentadas até ao fim do genérico. Mas depois vão-se embora.

Annie Baker, O Cinema

 

Num cinema esquecido de província, três empregados mal pagos varrem pipocas nas coxias vazias e cuidam de um dos últimos projetores de 35mm. Um tributo ao cinema e um comovente retrato de três pessoas que talvez não tenham futuro.

O cinema acabou? E o trabalho? O que ficou de um mundo que pensámos ia durar muito mais tempo? Lixo, vassouras, bilhetes rasgados, bobines por devolver? E no entanto, o desejo, talvez o amor.

Insistindo num realismo a que chamamos americano, rarefeito e dilatado até parecer outra coisa, Annie Baker escreve aqui uma elegia. Um teatro singular, este que agora apresentamos: melancólico, finamente observado, duro e generoso, cómico quase sempre.

Cinema e teatro dançam ao som de Jeanne Moreau em Jules et Jim: "No turbilhão da vida / Continuámos a rodar / Os dois enlaçados".

 

Com esta peça Annie Baker recebeu um Obie Award e o Prémio Pulitzer em 2014. Escreveu também, entre outras, The Aliens, Body Awareness, Circle Mirror Transformation (que o Teatro Oficina apresentou em 2014), John e uma adaptação do Tio Vânia de Tchékhov.

In a forgotten cinema in Massachusetts, three underpaid employees sweep up popcorn in the empty aisles and look after one of the last 35mm projectors. A tribute to the movies and a moving portrait of three people who might not have a future. Is cinema over? What about labour? What's left of a world we thought would last much longer? Trash, brooms, torn tickets, unreturned reels? And yet, there's desire, perhaps love. 

Insisting on a realism we call American, but rarefied and dilated until it looks something else, Annie Baker's The Flick is an elegy, and a singular kind of theatre: melancholic, finely observed, harsh and generous, often funny. Cinema and theatre dance to the sound of Jeanne Moreau in Jules et Jim: "In the whirlwind of life / We kept on turning / Both of us embracing."

For this play, Annie Baker received an Obie Award and the Pulitzer Prize.

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