JAZZ
Oker
Ciclo "Isto é Jazz?" · Comissário: Pedro Costa
destaque
TER 3 OUTUBRO
Pequeno Auditório
21h30 · Duração: 1h
6€ (preço único)
M6
Informações e reservas
Bilheteira Culturgest
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
Ticketline
Reservas e informações:
1820 (24 horas)
Pontos de venda: Agências Abreu, Galeria Comercial Campo Pequeno, Casino Lisboa, C.C. Dolce Vita, El Corte Inglés, Fnac, Megarede, Worten e www.ticketline.sapo.pt
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Guitarra Fredrik Rasten
Trompete Torstein Lavik Larsen
Contrabaixo Adrian Fiskum Myhr
Bateria Jan Martin Gismervik
Nos caminhos da nova improvisação que nos chega do Norte europeu, a de origem norueguesa vai-se distinguindo cada vez mais das que compõem a generalista cena escandinava. Se o quarteto Oker é outro dos presentes regressos a uma condição musical integralmente acústica, no seu caso isso não significa um regresso às matrizes do free jazz ou do pós-bop, e sim ao primado do som, colocando em primeiro plano os jogos de timbre e a paisagística manutenção de atmosferas: é como se as premissas da música que apresenta estivessem antes da própria ideia de música. Aliás, só o contrabaixo parece assumir os papéis que lhe foram convencionalmente destinados – é ele o instrumento que dá terra a tudo o mais, impondo um groove, por mais desconstruído que este aparente ser logo no momento da construção, e uma linha melódica, mesmo que regra geral desenvolvendo-se fora das convenções estabelecidas. Já o trompete, a guitarra clássica e a percussão (pouco mais do que uma tarola, na verdade) são o ar da pairante, etérea e muito leve música improvisada que nos é proposta pelo grupo de Oslo, recorrendo a técnicas extensivas e a preparações, recusando linearidades frásicas e procurando mimetizar o voo dos pássaros. É a forma como a gravidade regula essas subidas ao céu que torna os Oker tão fascinantes, provando que até o sonho musicalmente induzido pode ser orgânico.
Using a form of improvisation that is different from that of most other Scandinavian bands, the Oker quartet mark a return to entirely acoustic music. Not free jazz or post-bop, but a return to the primacy of sound, with games of musical timbre that serve to landscape atmospheres, as if the premises of the music they present preceded the idea of the music itself. The double bass imposes an earthy groove and a melody, outside the normal conventions. The trumpet, classical guitar and percussion (really little more than a snare drum) give us the hovering, ethereal and weightless improvised music.
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