EXPOSIÇÃO
Alberto Carneiro
Um campo depois da colheita para deleite estético do nosso corpo
DE 23 JULHO A 1 OUTUBRO
Inauguração:
sábado, 22 de julho, 17h
Culturgest Porto
Entrada gratuita

Novo horário da Galeria:
De quarta-feira a domingo, das 12h30 às 19h30.
Atenção – Pessoas com alergias Aviso da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC)
Nesta exposição encontram-se medas e molhos de centeio e palha. Por este motivo, chama-se a atenção das pessoas com doenças alérgicas, particularmente com rinoconjuntivite ou asma, de que poderão ter queixas alérgicas no interior do espaço. Em caso de crise de alergia deverá recorrer à sua medicação de alívio (anti-histamínico e/ou inalador), e se não melhorar procurar apoio médico..

Atendendo à natureza da instalação, o acesso a cadeiras de rodas é condicionado. Pedimos desculpa pelo incómodo.

Jornal de exposição (pdf)
Informações
22 209 81 16
susana.sameiro@cgd.pt
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Colaboração
apoio
Campo antes da colheita, Montalegre, 27 de junho de 2017VER IMAGEM
Curadoria Delfim Sardo

Entre 1968 e 1973, Alberto Carneiro (Coronado, 1937 – Porto, 2017) realizou três instalações que foram determinantes para o seu percurso e para toda a arte portuguesa posterior – O Canavial: memória-metamorfose de um corpo ausente, de 1968, Uma floresta para os teus sonhos, de 1970, e Um campo depois da colheita para deleite estético do nosso corpo, de 1973-1976. As três obras compõem situações telúricas nas quais a presença do campo, recriado no espaço expositivo pela rigorosa e cuidadosa organização de elementos do ciclo da natureza, produzem para o espectador máquinas de viajar no tempo e no espaço.

A última destas peças, muito mais difícil de produzir porque inteiramente dependente do ciclo da Natureza, não é vista no Porto desde 1976, no Museu Soares dos Reis, na exposição que Alberto Carneiro aí realizou. Em Lisboa esta obra foi instalada na retrospetiva que Carneiro efetuou na Fundação Calouste Gulbenkian em 1991. Para esta apresentação no Porto foi necessário reservar um campo que foi semeado de centeio, possível pela colaboração da Câmara Municipal de Montalegre e do Ecomuseu de Barroso.

Trata-se de uma oportunidade rara de fruir a envolvência e a poética da obra de Alberto Carneiro, particularmente numa circunstância em que é possível ver, na exposição Simultânea, na Culturgest em Lisboa, as outras instalações de referência do artista. Por ocasião da exposição, será lançado um catálogo com documentação sobre as instalações.

Between 1968 and 1973, Alberto Carneiro (Coronado, 1937 – Porto, 2017) produced three installations that proved crucial for the development of his own artistic career and for all subsequent Portuguese art – The cane field: memory-metamorphosis of an absent body, dating from 1968, A forest for your dreams, from 1970, and A field after harvest for the aesthetic delight of our body, from 1973-1976. The three works compose tellurian situations in which the presence of the countryside, recreated in the exhibition space through the rigorous and careful organisation of elements from the cycle of nature, produces machines through which the visitor can travel in time and space.

This last work has not been seen in Porto since its original presentation at the Museu Soares dos Reis, in 1976. In order to present this installation at Culturgest, a large field had to be specially set aside and planted with rye, which was possible by the gracious collaboration of the Montalegre Municipal Council and the Ecomuseu de Barroso.

This is a rare opportunity to envelop oneself in the poetic environment of Alberto Carneiro's work, particularly when it is also possible to see the artist's two other key installations at the exhibition Simultânea, in Lisbon.

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