EXPOSIÇÃO
Otelo M. F.
Chama Xamânica Shamanic Call
DE 18 FEVEREIRO
A 15 ABRIL
Inauguração: sexta-feira, 17 de fevereiro, 22h
Culturgest Porto
Entrada gratuita
 
Informações
22 209 81 16
susana.sameiro@cgd.pt
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O.P.P.E., 1994- · Fotografia: Vasco Célio / Stills
Curadoria Nuno Faria

A exposição Chama Xamânica apresenta a um público alargado e de forma extensiva o trabalho de Otelo M. F., mantido ainda relativamente desconhecido apesar de algumas cintilantes e surpreendentes aparições em Portugal ou no estrangeiro (Algarve Visionário, Excêntrico e Utópico, Museu Municipal de Faro, 2010; Instruments of quasi-null consequence, Galeria Clages, Colónia, 2014; Interface Makonde e Oracular Spectacular, desenho e animismo, no Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Guimarães, em 2013 e 2015, respetivamente; Le lynx ne connaît pas de frontières, Fondation D´Enterprise Ricard, 2015).

No trabalho de Otelo M. F. (Almancil, 1974), cuja formação artística foi feita fora de qualquer contexto formal, o desenho, os objetos e a escultura constituem o núcleo central de uma obra na qual a performance e o ritual se estabelecem como modos de conduzir energias, convocar presenças, articular materialidades. Animismo, primitivismo, xamanismo, metamodernismo, antropoceno são campos de conhecimento operativo convocados pelo artista num trabalho frequentemente movido pela deceção e pelo sentimento de perda irreversível de um mundo em colapso ambiental (The damage is done) e que perdeu as ligações com o espírito da terra e o conhecimento cultivado pelos antepassados. Movimento, metamorfose, transitoriedade, devolver ideias que não tenham corpo, recolher e reutilizar matérias frequentemente tratados como restos, em contexto urbano ou natural, estabelecer ligações ou diálogos inusitados entre materiais e formas, são palavras-chave numa prática muito alargada, que afirma que "o trabalho artístico serve para reclamar a nossa existência espiritual".

The exhibition presents an extensive display of the work of Otelo M. F. (Almancil, 1974). Drawing, objects and sculpture form the central core of an oeuvre in which performance and ritual have become established as the principal means for conducting energies, summoning presences and articulating materialities. Animism, primitivism, shamanism, metamodernism and the Anthropocene are fields of operative knowledge that the artist calls upon in his work, frequently moved by a sense of disappointment and the feeling of the irreversible loss of a world on the brink of environmental collapse that has lost its links with the spirit of the earth and the knowledge cultivated by our ancestors. Movement, metamorphosis, transitoriness, restoring ideas that have no body, gathering and reusing materials that are frequently treated as waste, establishing unaccustomed connections or dialogues between materials and forms, are key words in a wide-ranging practice, underlining the principle that "artistic work serves to reclaim our spiritual existence".
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