DANÇA
Vera Mantero
As Práticas Propiciatórias dos Acontecimentos Futuros
Espetáculo integrado no Alkantara Festival
destaque
ES-CPB6-4199 Ernesto de Sousa, fotografias da oficina do santeiro José Ferreira Thedim, S. José com o Menino (ainda por desbastar), São Mamede do Coronado, 1968. Película, gelatina sal de prata, P/B, 6x6cm · Coleção Isabel Alves em depósito na Direção-Geral do Património Cultural / Arquivo de Documentação Fotográfica (DGPC/ADF) (pormenor)VER IMAGEM
TER 29, QUA 30, QUI 31 MAIO
Palco do Grande Auditorio
21h30 (qui 19h) · Dur. aprox. 1h
13€ · Jovens até 30 anos e desempregados: 5€
M14
Informações
Bilheteira Culturgest
21 790 51 55
culturgest.bilheteira@cgd.pt
Ticketline
Reservas e informações:
1820 (24 horas)
Pontos de venda: Agências Abreu, Galeria Comercial Campo Pequeno, Casino Lisboa, C.C. Dolce Vita, El Corte Inglés, Fnac, Megarede, Worten e www.ticketline.sapo.pt
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Direção artística Vera Mantero Interpretação e cocriação Henrique Furtado Vieira, Paulo Quedas e Vânia Rovisco Assistência Inês Cartaxo e Tiago Barbosa Apoio à investigação* Paula Pinto Espaço e elementos cénicos André Guedes Som João Bento Luz Hugo Coelho / Aldeia da Luz Figurinos Carlota Lagido Produção O Rumo do Fumo Coprodução Alkantara Festival e Teatro Municipal do Porto Apoio Fondation d'Entreprise Hermès no âmbito do programa New Settings Agradecimentos Isabel Alves / CEMES, DGPC / Arquivo de Documentação Fotográfica e Bienal de Cerveira · O Rumo do Fumo é uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura / Direção-Geral das Artes
* Investigação feita a partir da exposição Ernesto de Sousa (1921-1988): "A mão direita não sabe o que a esquerda anda a fazer…" com curadoria de Paula Pinto para a XIX Bienal de Cerveira (2017).

Entre 1966 e 68, Ernesto de Sousa (1921-88), um artista multidisciplinar, curador, realizador e crítico de arte, próximo do movimento Fluxus, recebeu uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para fazer um levantamento fotográfico, à escala nacional, da escultura portuguesa de expressão popular. Fotografou trabalhos e entrevistou artistas de norte a sul do país, demonstrando um interesse semelhante ao que outros pensadores e artistas da sua geração desenvolveram por "uma outra História da arte" ou até "anti-arte".

Paula Pinto, historiadora de arte e pesquisadora deste arquivo, abordou a coreógrafa Vera Mantero e propôs-lhe desenvolver uma apresentação performativa em torno deste material. Mantero viajou para alguns dos destinos visitados por Ernesto de Sousa na sua viagem original, estudando as questões levantadas por este arquivo e iniciando em torno deste uma "pesquisa através do corpo e da ação".

As Práticas Propiciatórias dos Acontecimentos Futuros é o que Ernesto de Sousa dizia procurar na arte popular. Uma arte na qual ele reconhecia a existência de autores e não apenas formas tradicionais transmitidas, uma arte de soluções formais em vez de simples repetição de padrões. Vera Mantero tem um longo histórico de trabalho com imagens, objetos, textos e outros materiais para além dos puramente coreográficos, e explora nestas práticas os possíveis (e impossíveis) elos entre a arte popular e a arte erudita.

From 1966 to 1968, Ernesto de Sousa undertook a photographic survey of Portuguese popular sculpture, interviewing artists and showing an interest in "anti-art". The art historian Paula Pinto proposed a performance based on this material to the choreographer Vera Mantero, who visited some of the places in the survey, conducting a "research through body and action" based on Ernesto de Sousa's archive. Ernesto de Sousa recognized in many popular art works an artistic practice that provided new formal solutions instead of simply repeating traditional patterns; Vera Mantero explores possible links between popular and erudite art.

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