MEXE na Culturgest

O MEXE | Encontro Internacional de Arte e Comunidade é um encontro colaborativo que celebra as práticas artísticas comunitárias, numa coorganização entre a MEXE Associação Cultural e a PELE e acontece a cada dois anos. Nos seus 10 anos de existência, afirmamo-nos como um dos espaços, nacionais e internacionais, incontornáveis de cruzamento e aprofundamento no contexto das práticas artísticas e participação política. Com presença contínua no Porto, chegamos a novas geografias e, em 2021, apresentamo-nos também em Viseu, com a cumplicidade do Teatro Viriato, e em Lisboa da Culturgest. 

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Nesta construção, experimentamos a produção de distintos formatos de encontro entre criações e públicos, comunidades e espaços, instituições e processos de criar e programar, protagonistas formais e informais. Empenhamo-nos na produção de micropolíticas do sensível e da atenção, reforçando a aposta em processos originais e estreias. 

Nesta sexta edição, a acontecer entre 18 de setembro e 3 de outubro, o MEXE constrói-se com mais de 100 participantes, além dos investigadores que integram o EIRPAC - Encontro Internacional de Reflexão sobre Práticas Artísticas Comunitárias, de 26 grupos de 8 países, ocupando mais de 20 espaços de 3 cidades e com o apoio de mais de 30 entidades parceiras. 

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Mostra de documentário
© Patricia Poção
Mostra de documentário
© Patricia Poção
Lançamento do livro "Teatro do Oprimido" de Bárbara Santos
Lançamento do livro "Teatro do Oprimido" de Bárbara Santos
Fuente Ovejuna
Fuente Ovejuna
"Duck March Porto" de Caterina Moroni
© Mairea Segui Buenaventura
"Duck March Porto" de Caterina Moroni
© Mairea Segui Buenaventura
Conferência "Corpo, Arte e Escola" com ColetivA Ocupação
© Patricia Poção
Conferência "Corpo, Arte e Escola" com ColetivA Ocupação
© Patricia Poção
"Basket Beat"
© Patricia Poção
"Basket Beat"
© Patricia Poção
"Traditional meets urban" com Bukhar e Ddamba
© Patricia Poção
"Traditional meets urban" com Bukhar e Ddamba
© Patricia Poção
"To Make Room" de Caterina Moroni
"To Make Room" de Caterina Moroni
"Synectikos" de Coletivo Lisarco
"Synectikos" de Coletivo Lisarco
"Quando quebra, queima" de ColetivA Ocupação
© Patricia Poção
"Quando quebra, queima" de ColetivA Ocupação
© Patricia Poção
"Eles não usam ténis Naique" de Cia Marginal
"Eles não usam ténis Naique" de Cia Marginal
"Each Other (un)ballanced" de Coletivo Suspeito de João Azevedo
"Each Other (un)ballanced" de Coletivo Suspeito de João Azevedo
"Cidade corpo coletivo" de Patricia Poção e João Miguel Ferreira
"Cidade corpo coletivo" de Patricia Poção e João Miguel Ferreira

PROGRAMA MEXE
CULTURGEST

Entrada gratuita nos eventos presenciais com levantamento de bilhete 30 min. antes do início da sessão (sujeito à lotação da sala)

QUI 30 SET 

19:30 • Online • Pensamento • PT

“O risco de conversar: o risco da reparação”

Correr riscos é frequentemente conotado com a ausência de prudência. Este equívoco moderno, simultaneamente visionário e poético, leva-nos a encarar quem corre riscos como oscilando entre um otimismo persistente e um pessimismo cínico. Na redoma do primeiro mundo contemplamos passivamente a vida entre outros riscos, o risco do aborrecimento e o risco da indiferença proclamados por Giddens. Mas é tomando o pulso a um mundo que grita por ajuda contra danos potencialmente irreversíveis que arriscamos nomear três alicerces para que, de forma experimental, possamos voltar a arriscar. A intimidade, o cuidado e a reparação: elementos fundamentais para arriscar que condimentam três conversas temáticas ao longo deste MEXE em busca de outros mundos possíveis.   

com: Beatriz Carvalho (Psicóloga Clínica), Rosa Pomar (artesã e investigadora), Lúcia Marques (coordenadora da Coleção CGD) e Hugo Cruz (MEXE)

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MEXE na Culturgest | “O risco de conversar: o risco da reparação”

SEX 1 OUT

19:00 • Pequeno Auditório • Performance • BR 

“Política de Privacidade” de Cinza

Política de privacidade é um evento performativo sobre os códigos (digitais) da comunicação humana. Língua não é cenário, é a cena em si. Mesmo ao vivo e em voz alta, os algoritmos estão sempre entre dois corpos físicos. O evento performativo é construído em dois atos: o primeiro, audiovisual, apresenta a história do vidro e sua revolução na lógica comunicacional dos telemóveis; o segundo, a construção imersiva e interativa de uma conversa mediada pelos telemóveis dos participantes e um grande ecrã – ainda que próximas umas das outras, conversam como anónimas, dentro dos seus códigos de programação, a traduzir uma experiência em linguagem mediada por códigos binários.

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Conceção e coordenação geral: Gustavo Colombini e João Turchi (cinza)

Argumento do vídeo: Gustavo Colombini

Duração aprox: 60 min

 


Cinza é um grupo multiartístico coordenado pelos escritores e dramaturgos Gustavo Colombini e João Turchi. O grupo atua em intervenções urbanas, teatro, rua, arquitetura, literatura, publicações, artes visuais e dramaturgia. Os eventos performativos do grupo tem seu foco no texto, no espaço e na palavra. Criado em 2013, o cinza surgiu a partir do projeto Planta, evento teatral realizado no Minhocão/SP que fez parte da X Bienal de Arquitetura (2013). Já apresentou seus trabalhos em São Paulo (Brasil), Rio de Janeiro, (Brasil), Sucre (Bolívia) e La Paz (Bolívia). Atualmente, o grupo segue em pesquisas artísticas colaborativas e individuais, inaugurando um espaço fluido de atuações dos profissionais e colaboradores dos projetos criados pelo grupo.

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SÁB 2 OUT

18:00 • Sala 2 • Pensamento • PT

Apresentação do livro “Práticas Artísticas, Participação e Política”, de Hugo Cruz 

Apresentação do livro “Práticas Artísticas, Participação e Política”, com Cláudia Madeira (investigadora), Hugo Cruz (MEXE), Denise Pollini (Investigadora, consultora e curadora na área de Educação em Museus e mediação artística e cultural), Américo Rodrigues (Diretor-Geral das Artes) e Raquel Ribeiro dos Santos (Culturgest).

As práticas artísticas participativas e comunitárias reúnem um interesse crescente na atualidade. A construção destas práticas tem acontecido num duplo sentido: se, por um lado, a criação artística contemporânea tem aprofundado a sua dimensão participativa, por outro, a educação e a intervenção comunitária e social têm recorrido às linguagens artísticas como alternativa às abordagens tradicionais. Num momento de particular perigo para as democracias e para a nossa vivência coletiva, este livro procura cruzar contributos da arte, da participação e da política, num diálogo intenso entre teoria e prática. Com base em estudos, inéditos pela sua dimensão e profundidade, desenvolvidos pelo autor em Portugal e Brasil nos últimos quatro anos, envolvendo 332 pessoas de 23 grupos teatrais, são discutidos os elementos fundamentais das práticas artísticas participativas e comunitárias, bem como as potencialidades e fragilidades que os processos criativos encerram na sua ligação à participação cívica e política.

Duração: 60 minutos

 

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Biografia Hugo Cruz

Cruzei Campanhã e o Bonfim enquanto crescia, a janela de um 6ºandar com as ruas sem saída das avós, tias/os e primos/as. Dos percursos paralelos e simultâneos na psicologia comunitária e da criação artística encontrei respiração no que era o próximo do humano. Reconheci-me nos movimentos associativos e na ação cívica e política. Cruzei o ensino público com a educação não formal em Portugal, Brasil, França e Espanha. Insisti em encontros que me inspiram com Eugenio Barba, Augusto Boal, Carlo Bosso, Ademar Bianchi, Edith Scher, Sanjoy Ganguly e tantos outros com quem me surpreendo em cruzamentos inevitáveis todos os dias. Pelo meio, e pelo melhor, cocriei com artistas profissionais e não profissionais em prisões, centros comunitários, escolas, bairros sociais, onde me senti mais próximo da vida. Apresentamos espetáculos juntos em espaços públicos, fábricas e lotas, teatros nacionais e festivais, no Brasil e na China. Sonhei e concretizei com bons cúmplices a criação da Pele, do Núcleo de Teatro do Oprimido, da Nómada, de projetos experimentais no contexto de políticas públicas em Santa Maria da Feira. Cruzei o ensino superior, com workshops, conferências, residências, o ensino com a aprendizagem, o corpo com a palavra, a arte com a política. Construí formas de programar com os outros, curadorias múltiplas e diversas espaço onde continuo a apreender como se faz. Cruzei a criação artística com o pensar sobre a mesma em consultadorias para municípios e projetos públicos e para as Fundações Calouste Gulbenkian e BPI / La Caixa. Ainda por esse meio, escrevi, como respiração para uma realidade confusa e opaca. Hoje continuo à procura de como me cruzar no mundo como ele é, de me aperfeiçoar neste ofício de misturar coisas e pessoas, sendo que para o fazer é essencial saber de onde elas vêm. O território onde me constituo é este – o do cruzamento.

©hugoalvescruz  / www.artandparticipation.com

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Hugo Cruz<br />
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&copy;Paulo Pimenta
Hugo Cruz
©Paulo Pimenta

19:00 • Pequeno Auditório • Música/Instalação • USA 

Unearthing Queer Ecologies (Desenterrando Ecologias Queer)

Unearthing Queer Ecologies é um projeto de arte sonora áudio/visual que utiliza biologia e tecnologia para revelar imagens e sons da vida vegetal em crescimento para além do âmbito da visão e audição humanas. O título refere-se ao termo Queer Ecology que a teórica Catriona Sandilands descreve como “reconhecendo que as pessoas consideram frequentemente a natureza em termos de noções dualistas como “natural e não natural”, “viva ou não viva” ou “humana ou não humana”, quando na realidade, a natureza existe num estado contínuo”. O projeto presta homenagem a esta ideia, documentando de forma sonora e visual o crescimento de lavanda, amores-perfeitos e cogumelos; plantas que foram consideradas “queer” pela cultura e organismos que são “queer” na própria natureza do seu ADN.

 

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Autoria: Amy Reid

Apoio: Robert W. Deutsch Foundation, The Medicine Show, Mid Atlantic Arts através da USArtists International em parceria com a National Endowment for the Arts e a Andrew W. Mellon Foundation

Apoio à apresentação: Florista das Avenidas

Agradecimentos: Cátia Henriques

Duração aprox: 45 min

 

Amy Reid é uma artista que trabalha com música eletrônica, é produtora e artista visual e sonora queer, sediada em Baltimore, num esforço por transformar os espaços de forma visual, sonora e socialmente. O seu trabalho explora frequentemente a interseção do mundo natural, feito pelo homem, e os espaços liminares da existência através da utilização de gravações de campo, vozes e instrumentos eletrónicos. Reid estudou Pintura e Educação Artística obtendo um BFA e MAT no Maryland Institute College of Art onde começou a tocar em bandas e muitas vezes incorporando trilhas sonoras originais nas suas obras visuais. Inspirada pelas suas experiências como música, artista

visual e comunitária, o seu objetivo é explorar os ambientes em que os três mundos se cruzam. A sua prática musical e artística abrange desde a produção de álbuns de estúdio, até à criação de instalações públicas interativas. O seu primeiro álbum de estúdio a solo, Hirsute, foi saudado pelo Baltimore City Paper como “The Best Solo Debut of 2017” e recebeu particular atenção pelas suas texturas luxuriantes e letras vulneráveis da revista Impose. Mergulhando mais profundamente no reino da música ambiente espaços de cura sónica, Reid compôs e gravou o seu segundo projecto Isolated Bliss, numa ilha remota a 11 milhas do mar. Ao combinar gravações de campo de caminhadas diárias com elementos eletrônicos emotivos, Reid transporta sonoramente o ouvinte para um espaço existente algures entre a realidade e um mundo distante. O Baltimore Sun reconheceu-a como uma dos “10 Baltimore Musicians on the Rise” em 2017, e a Revista Baltimore apresentou-a na sua edição “Faces of Pride” em 2019. Em digressão nacional e internacional desde 2014, partilhou o palco com artistas aclamados pela crítica, tais como Future Islands, Dan Deacon, SOPHIE, XIU XIU, Boy Harsher, Princess Nokia e John Mayer, entre outros. Participou em residências na SPACE Gallery (Portland, ME), The Merriweather District Air (Columbia, MD), MICA (Baltimore, MD); recebeu a bolsa Katzenberger na The National Portrait Gallery (Washington, D.C), e a bolsa Rubys em 2020 para apoiar a criação da peça audiovisual “Unearthing Queer Ecologies”. Além da sua prática musical, fundou em 2014 o Baltimore’s GRL PWR Collective, cuja missão é criar plataformas para mulheres e LGBTQ identificando artistas, elevando a visibilidade de talentos sub-representados. A GRL PWR foi escolhida como bolseira do Grit FundGrantee para o ciclo de bolsas 2019-2020 para apoiar o SWEAT, um espectáculo drag inclusivo que apresentou Nina Bo’Nina Brown, uma drag queen internacional que apareceu na RuPaul’s Drag Race.

 

Mel Gross é uma artista transdisciplinar, designer  e fabricante com sede em Los Angeles, Califórnia. Tem um BFA em Escultura Interdisciplinar do Maryland Institute College of Art e está atualmente a tirar um mestrado em Arquitetura Paisagista na Universidade Estadual da California Polytechnic, Pomona. O seu trabalho abrange desde o desenho e fabricação de instalações interativas até ao desenho e planeamento urbano e paisagístico, com ênfase em experiências à escala humana em todas as áreas.

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DOM 3 OUT

11:00 • Pequeno Auditório • Mostra de Cinema • PT

“UMA ÁRVORE NO LARGO - O Retrato da Comunidade no Bons Sons” de Tomás Quitério

Um retrato da comunidade de Cem Soldos, guiado pelos passos de cinco personagens que a constroem, braço a braço, com quem a habita. Filmado durante o Bons Sons, na nona edição do festival em 2018, Uma Árvore no Largo – o retrato da comunidade no Bons Sons é uma viagem de descoberta das janelas e palcos desta aldeia em movimento.

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Realização: Tomás Quitério
Edição: Cátia Santos
Produção: Inês Rosa
Produção Executiva: Nuno Neves
Duração aprox: 30 min


Tomás Quitério é um criativo, no sentido lato do termo. Assinando projetos que abrangem a literatura, a música e o audiovisual, tem cimentado uma carreira multidisciplinar na área das indústrias criativas, ocupando os cargos de realizador e diretor criativo na agência FLESH512, de que é co-fundador. Com uma identidade visual forte, muito ligada ao storytelling e à experimentação plástica e estética, destaca o trabalho com pessoas reais, actores-modelo, como diria Bresson, e a busca constante pela narrativa como dois traços identitários da sua visão.

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11:45 • Pequeno Auditório • Mostra de Cinema • NL 

“1000 Silent Heroins” de Women Connected 

As artes comunitárias podem mudar vidas. Através do olhar de cinco mulheres, dá-se a conhecer o grupo de teatro Women Connected. Enquanto o coletivo trabalhava arduamente para uma estreia esgotada num dos maiores teatros de Roterdão, o filme dá-nos a conhecer Aïda, Jacqueline, Sara, Charahzad e Shamin. Estas mulheres levam-nos numa montanha-russa de emoções enquanto partilham excertos das suas histórias de vida. Apesar das suas diferentes culturas, partilham experiências semelhantes – como a fuga à guerra. Lentamente, apercebem-se que encontraram um novo lar partilhando o palco e fazendo parte do coletivo Women Connected.

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Realização: Stefan de Graaff

Direção: Kaat Zoontjens

Produção: Inez Schatz

Duração aprox: 30 min



O Women Connected promove a conexão de mulheres de todas as culturas, gerações e origens, permitindo-lhes elevarem-se acima de si próprias através de produções teatrais profissionais. Women Connected é um projeto em curso que envolve mulheres de Roterdão. Juntas, criamos performances sobre as suas vidas, os seus anseios e as suas experiências. O coletivo trabalha com mulheres de diferentes gerações, culturas, independentemente da sua formação e talento.

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16:00 • Pequeno Auditório • Mostra de Cinema • BR 

“CIDADE CORRERIA” de Juliana Vicente 

Cidade Correria é um Brasil pulsante e radicalmente coletivo. Por dentro do processo do espetáculo, o encontro com o transbordamento das urgências quotidianas, contradições, alegrias, delírios, feridas e potências através da voz e nascimento do Coletivo Bonobando, grupo inspirador que se expande do palco para o mar, do mar para a cidade, da cidade para a tela.

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Direção e argumento: Juliana Vicente

Codireção: Washington Deoli

Produção: Preta Portê Filmes

Produção Executiva: Juliana Vicente e Diana Costa

Duração: 81 min

 

Juliana Vicente, diretora, argumentista, produtora e fundadora da Preta Portê Filmes, é regularmente citada entre as mais importantes realizadoras do cinema brasileiro contemporâneo. Criadora e diretora de Afronta!, série disponível nos cinco continentes através da Netflix. Integrou o grupo Berlinale Talents, no Festival de Berlim (2015). No mesmo ano recebeu o prémio Camera D’Or no Festival de Cannes com a coprodução “A Terra e a Sombra”. Dirigiu o documentário “Leva”, vencedor do New York Film Festival (2012, Social Issues); foi convidada para fazer parte do programa internacional “Why Poverty?” com o documentário “Mauá: Luz ao Redor”, coprodução brasileira/sul-africana exibida no TIFF, IDFA e distribuída em mais de 60 canais de televisão internacionais. Das suas várias obras de impacto social e mérito artístico, recebeu mais de 100 prémios dos mais importantes festivais de cinema do mundo.

Participa em diversas palestras e workshops. Foi indicada para o maior prémio feminino da América Latina na categoria Cultura, pela sua contribuição ao cinema brasileiro e ao desenvolvimento da Preta Portê Filmes. Fundadora da Escola da Preta (espaço de intercâmbio e apoio e desenvolvimento para negros e indígenas no mercado audiovisual) e da TV Preta (plataforma de divulgação de conteúdos do Brasil e da Diáspora).

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17:20 • Pequeno Auditório • Mostra de Cinema • PT 

“CAIR” de MEXE Associação 

CAIR sem rede.

Quedas-livres sem expectativas de ver o chão onde pousar.

Narrativas em tempo de pandemia, confuso e imprevisível, onde a fragilidade se intensificou e novas fissuras se abriram. CAIR aproxima-se da precariedade de pessoas reais procurando deixar as suas histórias falarem e não caindo na tentação de falar sobre elas. Da parceria da Rede Europeia Anti Pobreza e da MEXE Associação, surge um processo suportado nos Conselhos Locais de Cidadãos, dos núcleos distritais da região Norte da EAPN Portugal (Aveiro, Braga, Bragança, Porto, Viana do Castelo e Vila Real). O processo de construção baseou-se nas “Crónicas – textos vividos em tempos de crise pandémica” (2020) e no desenvolvimento de fóruns de discussão que permitiu o desenho do roteiro desta curta-metragem. CAIR conta-nos como nos podemos segurar a nós, mesmo que em queda-livre.

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Coprodução: MEXE Associação e EAPN Portugal

Argumento: criação coletiva a partir dos fóruns de discussão

Realização: Hugo Cruz e João Miguel Ferreira

Criação coletiva com: Ana Cristina Falcão, António Monteiro, Beatriz Brás, Carmen Pamplona, Clara Carvalho, Cristina Queirós, Elsa Rito, Francisco Rico, Germano Silva, João Rocha, John Ortiz, Leonor Fernandes, Margarida Sousa, Marta Mota, Patrícia Barbosa, Paula Neide da Conceição, Vicente Gil, Virgílio Rego, Virgínia Neves

 

 

O Encontro MEXE Associação Cultural é uma associação sem fins lucrativos que organiza com a PELE o MEXE – Encontro Internacional de Arte e Comunidade no contexto do panorama cultural nacional e internacional, enquanto espaço de valorização e divulgação de projetos artísticos que cruzem diferentes linguagens e comunidades assentando no diálogo entre criação, espaço público e participação cívica, potenciando uma abordagem holística da cultura e da criação artística.

Promove, desta forma, uma dimensão reflexiva e de produção de conhecimento através de encontros, seminários, congressos, publicações, documentários, entre outros, em parceria com diversas instituições de diferentes setores que concorram para os mesmos objetivos.

Dentro da sua atividade desenvolve um modelo de programação numa lógica participativa, desde a sua conceção, até à sua implementação, integrando diversos atores formais e informais nas várias fases deste processo.

Aprofunda a descentralização da sua programação, estendendo-a a territórios com menos acesso à criação, produção e fruição artística, apoiando propostas que se inscrevam em espaços não convencionais e mais periféricos, com especial enfoque nas abordagens ao espaço público.

Estimula a participação e o intercâmbio de artistas nacionais e internacionais, permitindo a diversificação de propostas, linguagens artísticas, contextos e origens geográficas, privilegiando propostas que se relacionam intimamente com as comunidades locais onde se inserem os projetos

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18:00 • Pequeno Auditório • Apresentação • ES 

“RISCO.Retrato do Invisível” de Juan Cabello Arribas 

As comunidades estabelecem-se e, quando a lente do observador as captura, elas já são outra coisa. Fazer visível a energia que transforma um grupo de indivíduos numa massa humana. Papéis, gravadoras, superfícies, raios X ou simplesmente a lente fotográfica, nunca conseguirão capturar a trama de sensações e emoções que organiza a política interna deste MEXE. Esses vínculos escapam aos sentidos. Campos magnéticos, topografias energéticas em contínuo estado de transformação. Correr o risco de voltar a essa geografia afetiva que nos mexe, em 2021, a partir do Porto, Viseu e Lisboa. Regressar, agora mudados pela solidão forçada, a uma nova realidade que só nós conseguimos ver. Um retrato do invisível. Sozinhos e juntos. Somos recortes da mesma comunidade. Este projeto, iniciado com a conceção da imagem desta edição do MEXE, inscreve o que serão estes dias de encontro até ao seu último momento a 3 de Outubro.

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Duração aprox: 45 min

Juan Cabello Arribas é um artista que vive atualmente em Madrid e tem trabalhado em Espanha, Portugal e Brasil, onde desenvolve estudos transdisciplinares de arte, ecologia, botânica e arquitetura. Em 2006 estudou em Londres e em 2010 doutorou-se pela Universidade Politécnica de Madrid. Do seu laboratório criativo, Juan convida o público a rever o seu presente, explorando a técnica de colagem como um território de liberdade onde tudo é possível.

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19:00 • Pensamento • Pequeno Auditório

MEXEZINE

Na sua segunda edição, a MEXEzine reafirma a importância do lugar das palavras sem preconceitos, desafiando o encontro de pessoas, ideias, tendências, identidades… distintas, sem categorizar. A MEXEzine é um lugar de encontros e de desejos, numa extensão simultaneamente documental e fugaz de todo o MEXE em 2021. Este ano, aventura-se na procura do que resta de humano em nós, sempre num plural que tem em vista a ideia de construção de comunidade, onde as artes participam com fulgor e relevância indispensáveis, tão fundadas no real quanto no especulativo e na imaginação.

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Conversa com Antónia Honrado, Cláudia Galhós e Raquel Ribeiro dos Santos.

 

Editorial: Cláudia Galhós

Design: Irina Pereira e Joana Carneiro

Distribuição: Estúdio Comunitário OUPA Cerco (a receita reverte na totalidade para esta associação)

Editoras: Antónia Honrado, Isabel Campante, Maria Gil, Mariana Eugénio e Raquel Melo

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O risco de sermos humanos

Na edição em que assinalamos dez anos de existência pode-se afirmar que nunca foi tão desafiante pensar e fazer junto, dialogar, aproximar e persistir. As circunstâncias em que vivemos tornam o exercício de construir um encontro com as características do MEXE numa intensa tarefa quotidiana de experimentar equilíbrios, combater cansaços, questionar e consolidar princípios, dissipar confusões, gerar dispositivos de intimidade e imaginar outras configurações para o fazer e o ser.

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Quando em 2020, nos espaços de fórum de discussão que nos permitem definir um tema para cada edição, optávamos por - “O Risco” - estávamos longe de saber os múltiplos significados que este ganharia ao longo do desenvolvimento desta proposta. Tem sido, no entanto, nesse risco, e na fragilidade que lhe está associada, que nos temos encontrado – equipa, cidadãos/ãs, comunidades locais, artistas, parceiros/as e entidades promotoras/financiadoras – adaptando-nos e reinventando-nos procurando não perder, no entanto, o sentido ético e estético que nos norteia.

 

É com foco na necessidade de viver o risco, nas suas facetas múltiplas, que em Julho de 2021, momento em que apresentamos este programa, insistimos em fazer presente sem saber como será o MEXE real em Setembro de 2021. Mas é, justamente, o risco que nos mobiliza à cocriação e que aceitamos continuar coletivamente a correr. Assumindo a indefinição, a instabilidade, o medo bloqueador e o controlo que já se viviam, aspetos atualmente agravados pela pandemia, suportamo-nos na convicção da importância reforçada do confronto, da dissonância, da escuta e da diferença na criação artística, na ação política, na discussão democrática e na vivência comunitária.

 

Este programa, que continua a ser praticamente todo de acesso gratuito, procura amplificar preocupações e desafios, permitindo que as realidades sociais falam por si, convocando estéticas distintas sem imposições hierárquicas cristalizadas e outras maneiras de fazer do ponto de vista artístico e comunitário. Nesta construção, experimentamos a produção de distintas configurações de encontro entre criações e públicos, comunidades e espaços, instituições e processos de criar e programar, protagonistas formais e informais. Empenhamo-nos na produção de micropolíticas do sensível  e da atenção, reforçando a aposta em processos originais e em estreias. As propostas programáticas aqui apresentadas convocam-nos a expandir os limites do pensável e do imaginado. Para isso propõe-se o cruzamento dos contributos da tecnologia e do pensamento científico, perspectivando as comunidades para além do humano, aprofundando outras relações possíveis com a natureza e procurando construir espaço de afirmação para “invisibilidades” que refletem desigualdades sociais, agravadas pela pandemia.

 

Em 2021 o MEXE chega pela primeira vez, e em simultâneo, durante duas semanas, a mais duas cidades - Viseu e Lisboa - concretizando-se o desejo de agir e pensar localmente, sem perder a ligação a outros lugares, a diferentes formas de construir comunidade, como aliás é sublinhado com a manutenção, num esforço acrescido no contexto em que vivemos, das propostas internacionais, assim como com o lançamento do MEXE online.

 

Este é também, e naturalmente, o espaço para agradecer a coragem de continuarmos a ser humanos e de nos arriscarmos na procura de possibilidades para não o deixarmos de ser, experimentando, inclusivamente, o expandir dessa vivência. Um grande bem-haja aos mais de 100 participantes, para além dos investigadores que integram o Encontro Internacional de Reflexão sobre Práticas Artísticas Comunitárias, dos 26 grupos de 8 países que ocuparão mais de 20 espaços, de 3 cidades com o suporte de mais de 30 entidades parceiras. Isto é o que hoje vos podemos dizer que sonhamos e preparamos juntos para Setembro de 2021.

 

Passados dez anos, estamos aqui e continuamos a aprender como MEXER, como regressar ao corpo, como intensificar as experiências e a materialidade. Para viver o risco de sermos humanos ganhamos fôlego na urgência de produzir intimidade, cuidado e reparação - ideias que serão discutidas nesta edição – que nos alimentam o futuro. Fazemos o MEXE conscientes da necessidade de assumir o risco para podermos avançar na reivindicação diária da nossa humanidade numa outra relação connosco, com os outros e com as comunidades não humanas. Fazemos, em 2021, o MEXE com a convicção de que a imaginação artística e comunitária são em si mesmo atos políticos porque experimentam e concretizam mundos, hoje, ainda impossíveis.

 

Estamos a MEXER.

 

Hugo Cruz

Diretor Artístico MEXE

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MEXE no Porto | 22 SET 2021 “O risco de conversar: O Risco da Intimidade” com Gabriela Moita (Terapeuta), Rafa Gomes e Inês Lapa (Projeto Enxoval – Tempo e Espaço de Resistência da PELE) e Patrícia Portela (Direção Artística Teatro Viriato)
MEXE em Viseu | 22 SET 2021 "Boca Livre: o risco de cuidar" com Henrique Amoedo (artista residente), Bárbara Gomes e Patrícia Portela