IMPLICAÇÕES SOCIAIS

Ana Sepúlveda, Júdite Gonçalves, Maria João Valente Rosa

Disruptive demographics is a way of looking at the new demographic reality, unique in the history and affects all the populations. Scientific and technological advances are enabling us to live longer. However, the impact of this extraordinary conquest is tremendous and has clear repercussions for employability, the aging of the population and social sustainability. It is essential to understand the extent of this change so that longevity and social and economic equilibrium can coexist with one another. Challenging the negative and pathological perceptions of ageing through the Economics of Longevity – the opportunities created by the inclusion of older people in the labour market – as well as of ageing with quality, these are the themes under discussion here.

Ana João Sepúlveda is a consultant in the areas of both the Economics of Longevity and Sustained Aging, President of Age
Friendly Portugal and Ambassador of the Aging 2.0 network. Maria João Valente Rosa is a lecturer at the Faculty of Human and Social
Sciences of Lisbon NOVA University. Judite Gonçalves is a lecturer at the Faculty of Economics of Lisbon NOVA University in the field of Health Economics and Statistics.

03 JUN 2020
WED 16:00

Booking Opened
Main Auditorium
*Entrada gratuita
Duration 2h

*Free entry, subject to availability tickets available on the day from 15:00 at the ticket-office

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In Portuguese with simultaneous translation into English

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Fidelidade

PARCERIA

Fidelidade – Companhia de Seguros

PARCERIA CIENTÍFICA

Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa (IST) e Nova SBE Health Economics and Management KC

CONSULTORES CIENTÍFICOS

Arlindo Oliveira (IST), Joaquim Sampaio Cabral (IST), Pedro Pita Barros (professor catedrático, Universidade Nova de Lisboa)

Sinopses e Biografias Implicações Sociais

Implicações sociais

Ana Sepúlveda, Judite Carvalho, Maria João Valente Rosa

3 JUN, 16:00

 

Demografia disruptiva, é uma forma de encarar a nova realidade demográfica, única na história da humanidade e que toca todas as populações do Globo. Os avanços científicos e tecnológicos permitem-nos viver mais tempo. Torna-se então necessário entender quais os impactos desta grande mudança demografica, olhando, não somente para os problemas que poderão daí advir – relacionados com a empregabilidade, com o envelhecimento populacional e com a sustentabilidade social - mas também para os desafios de reorganização social com que nos estamos já a deparar de forma a que a longevidade conviva com o equilibrio social e económico. Serão tratados neste debate as dimensões relacionadas com a Economia da Longevidade – as oportunidades que gera e o que tem vindo a ser realizado neste ambito a nivel internacional -, com o envelhecimento com qualidade no âmbito da saúde mas também no âmbito da participação e do envolvimento social, desafiando percepções negativas e patológicas relacionadas com esta fase da vida.

Contaremos aqui com os contributos de Ana João Sepúlveda, consultora nas áreas da Economia da Longevidade e do Envelhecimento Sustentado, Presidente da Associação Age Friendly Portugal e Embaixadora da rede internacional Aging 2.0., Judite Gonçalves, Professora na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa e Maria João Valente Rosa, Professora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, dirigiu, entre 2009 e 2019 , a Pordata - base de dados de Portugal Contemporâneo, da Fundação Francisco Manuel dos Santos e Vice-Presidente do Comité Consultivo Europeu de Estatística (ESAC).

 

Ana Sepúlveda
Dimensões sociais e económicas da longevidade


Demografia disruptiva, é uma forma de encarar a nova realidade demográfica, única na história da humanidade e que toca todas as populações do Globo. Os avanços científicos e tecnológicos possibilitaram-nos viver mais tempo. O impacto da demografia disruptiva na sociedade é tremendo, e sabemos, mesmo aqueles que lidam com o impacto da demografia na sociedade diariamente, que não estamos ainda a ver todo o cenário, ou seja, vemos somente a ponta do iceberg. Um iceberg que para uns representa somente aspectos negativos, com a chamada peste grisalha, uma nuvem negra que desce sobre os países. Contudo, há um outro lado, que é o das oportunidades de negócio que surgem. A longevidade tem assim distintas dimensões e aqui pretendo focar especialmente a dimensão económica da longevidade, ou seja, a chamada longevidade demográfica, com o foco no que é, quais as oportunidades que gera e o que tem sido feito pelos principais países mundiais e pela União Europeia para promover o crescimento da economia da longevidade.
 

Ana João Sepúlveda é consultora nas áreas da Economia da Longevidade e do Envelhecimento Sustentado. Com mais de 17 anos de experiência em marketing e estudos de mercado, estuda os efeitos da longevidade das populações, na sociedade e na economia há mais de 12 anos.  É licenciada em sociologia pela Universidade Nova de Lisboa, com mestrado em Estudos Culturais Norte-Americanos, pela Universidade Aberta e master em inovação e coolhunting pela Escola Superior de Comunicação Social. Atualmente é Presidente da Associação Age Friendly Portugal, Embaixadora da rede Aging 2.0, Membro do Covenant on Demgraphic Change, da Rede Portuguesa de Ambientes Seguros, Saudáveis e Amigáveis e vogal da direção da Associação Cidadania Social. Tem os seguintes livros publicados: Marketing Político na Internet, Editora Centro Atlântico (2000) e Marketing para os 45+. Um mercado em expansão. Co-autor: Luis Rasquilha. Editora Actual (2011).

 

Judite Carvalho
Dimensões sociais e económicas da longevidade


Quanto pensamos no aumento da longevidade, do ponto de vista individual, é fácil vê-lo como algo bom: viver mais tempo é, à partida, bom. Já se adotarmos uma perspetiva agregada, mais facilmente damos por nós a pensar sobre a sustentabilidade dos sistemas de saúde e de pensões, ou mesmo do crescimento económico. Se calhar, damos por nós a pensar também em dimensões “mais sociais”: O que fazer para que as pessoas envelheçam de forma ativa e saudável? Como garantir a sua qualidade de vida?
Se o aumento da longevidade nos coloca tais e outros desafios, também traz oportunidades. O valor da experiência. A possibilidade de continuar a envolver os indivíduos nas atividades económicas e sociais, graças a novas tecnologias e ao maior capital humano que possuem as “novas gerações mais velhas”. O mercado massivo que representa a população mais velha. Tudo isto em conjunto, a chamada “economia da longevidade”, já representa quase metade do produto interno bruto americano, de acordo com uma recente estimativa da Associação Americana de Pessoas Reformadas (AARP). A questão que se coloca é: Como aproveitar estas oportunidades para responder aos desafios do aumento da longevidade?


Judite Gonçalves é Professora Auxiliar Convidada na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, onde leciona Economia da Saúde e Estatística. Doutorada pela Universidade de Genebra, na Suíça, escreveu uma tese sobre a política de cuidados ao domicílio daquele país. Desde então e de volta a Portugal, a sua investigação tem incidido sobre vários temas nas áreas de Economia da Saúde e Economia do Envelhecimento, interessando-se atualmente por questões ligadas à medição do (bom) envelhecimento, à solidão, e ao desenho do sistema de cuidados de longa duração, entre outros.

 

Maria João Valente Rosa
Envelhecimento demográfico: factos em perspectiva


O envelhecimento demográfico, resultado de positivas conquistas sobre a vida e a morte, é uma evolução inelutável da população, pelo menos a médio prazo. Esta tendência tem, contudo, estado associada a algum desconforto social. Parte desse desconforto advém de falsas ideias como: ‘envelhecer é uma doença’ ou ‘a idade cronológica é a melhor forma de se avaliar o valor de alguém’. A outra parte do desconforto resulta de uma incapacidade da sociedade em se adaptar à alteração da configuração etária da sua população, perpetuando princípios, herdados de um passado que já nada tem a ver com estes novos tempos, como é o caso do modelo dominante de organização do ciclo de vida, segmentado em três fases e balizado por critérios etários: idade de formação; idade de trabalho; idade de reforma.
São cada vez mais as pessoas que chegam às idades avançadas e muito avançadas. Tal pode representar um excelente bónus para as sociedades modernas, desde que a quantidade do tempo acrescentado à vida se faça acompanhar por um estender da qualidade com conteúdo desse tempo vivido.


Professora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Doutorada em Sociologia (especialidade Demografia). Exerceu vários cargos públicos, entre os anos 2000 e 2009, nos Ministérios da Educação e da Ciência. Dirigiu, de 2009 a 2019 (Fev.), a Pordata - base de dados de Portugal Contemporâneo, um projecto da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Integra o Conselho Superior de Estatística (CSE) na qualidade de membro de reconhecida reputação de mérito científico e independência. É Vice-Presidente do Comité Consultivo Europeu de Estatística (ESAC) e integra o Conselho Executivo do ESAC enquanto coordenadora da rede dos utilizadores de estatísticas. É investigadora integrada do “Instituto Português de Relações Internacionais” da Universidade Nova de Lisboa. Autora e coautora de inúmeros estudos sobre a sociedade portuguesa contemporânea. Das suas publicações mais recentes na área do envelhecimento destacam-se:

  • “Envelhecimento demográfico: síntese do panorama em Portugal”. In Desafios demográficos: o envelhecimento. Conselho Económico e Social, ed. Almedina, 2019, pp. 19-29.
  • “Demografia de Portugal até 2030”. In Cadernos de Economia nº 127. Polimeios e Ordem dos Economistas Portugueses, Abril/Junho, 2019, pp.42-44.
  •  “O enorme desafio do envelhecimento demográfico”. In Cadernos de Economia nº 122. Polimeios e Ordem dos Economistas Portugueses, Janeiro/Março, 2018, pp.42-44.
  • “Envelhecimento demográfico e desenvolvimento social”. In Ética Aplicada: Protecção Social. Edições 70, 2017, pp. 299-319.
  • Os Reformados e os Tempos Livres. Inatel/Formedia, 2015.
  • O Envelhecimento da Sociedade Portuguesa. colecção de ensaios da Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2012.

Who wants to live forever? Longevidade: Regeneração, Precisão, Implicações Sociais

Research in regenerative medicine and genetics, the individualisation of healthcare and the accuracy of diagnoses takes us to the possibility of prolonging our lifetime. What knowledge and techniques are being applied? What transformations do they bring to the way in which we care for and protect our health? What economic and social implications may occur? What are the biological and ethical limits of this search for a perpetual life?

In this lecture cycle, we will be looking for answers to these and other questions and revealing the challenges that we face, in order to welcome the contribution of those people who are living for longer.

15 APR QUA

16:00 REGENERAÇÃO
18:30 O PAPEL DA MEDICINA REGENERATIVA NA LONGEVIDADE with Joaquim Sampaio Cabral

20 MAI QUA

16:00 PRECISÃO
18:30 PREVENÇÃO PRECISA with Jonas Almeida

3 JUN QUA

16:00 IMPLICAÇÕES SOCIAIS
18:30 ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL: COMPORTAMENTOS SOCIAIS E AMBIENTAIS with Asghar Zaidi

 

PARTNERSHIP

Fidelidade - Companhia de Seguros
Culturgest

SCIENTIFIC PARTNERSHIP

Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa (IST) e Nova SBE Health Economics and Management KC

SCIENTIFIC CONSULTANTS

Arlindo Oliveira (IST), Joaquim Sampaio Cabral (IST), Pedro Pita Barros (professor catedrático, Universidade Nova de Lisboa)

Ciclo Fidelidade - Culturgest

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