Mergulhamos no processo de criação de Diana Niepce para Hornfuckers a partir de uma conversa íntima da coreógrada com a investigadora Kate Marsh e um texto de Ary Zara, que acompanhou ensaios na nova criação.
"Aqui, questionamos os estereótipos e desafiamos a gravidade, cruzamos o lirismo e a violência numa imagem que revela corpos em constante confronto com os seus limites. Numa paisagem composta por ordem e caos, submissão e revolta, Hornfuckers questiona o que somos, o que nos é imposto e como o sistema que nos sustenta pode ser fonte de imprevisibilidade e opressão”.
"O termo polissémico e normalmente pejorativo na língua inglesa foi adoptado como título da sua mais recente criação. Hornfuckers é sobre as coisas que sabemos serem erradas, mas com as quais acabamos por compactuar "sobre como muitas vezes escolhemos ignorar o que não deve ser ignorado".
Camilo Soldado, Ípsilon - Público
Hornfuckers n'O Projeto Invisível
Em Hornfuckers, Diana Niepce questiona aquilo que nos é imposto: normas, hierarquias, limites que se prendem tanto ao físico como ao imaginário. A peça, que cruza dança, performance e acrobacia aérea, opera num universo onde ordem e caos se encontram, onde o lirismo e a violência se confundem e onde os corpos resistem e se reinventam. Vamos ouvir a própria Diana a ler um excerto do seu texto Experimentar o Corpo, publicado no Jornal Coreia #3, onde surgem possíveis interpretações da palavra Hornfuckers, e também o que pode ser um pacto. Em simultâneo, ouvimos sons desenvolvidos por Gonçalo Alegria durante o processo de criação.
FICHA TÉCNICA
EDIÇÃO
Carolina Luz
TEXTO
Ary Zara
TRADUÇÃO
Joana Frazão
REVISÃO DE CONTEÚDOS
Catarina Medina
DESIGN E WEBSITE
Studio Macedo Cannatà & Queo




