Contra a Abstracção

Obras da coleção da Caixa Geral de Depósitos
Godfrey Frankel, Portugal (Schoolyard), 1978.

Curadoria: Sandra Vieira Jürgens

Organizada a partir das obras da Coleção da Caixa Geral de Depósitos, a exposição Contra a Abstracção estrutura-se em torno de um dos principais conceitos da História da Arte: o abstrato. 

Focada nos seus múltiplos modelos (por vezes contraditórios), apresenta referências fundamentais do abstracionismo geométrico, de raiz europeia, mas também trabalhos de artistas que estimularam a fusão de estéticas e de culturas, demonstrando que a abstração foi sempre um espaço de partilha entre diferentes culturas e em diversos contextos e períodos.

Contra a Abstracção procura representar a realidade das expressões artísticas do Modernismo, sublinhando o interesse pelas manifestações identitárias da cultura popular, bem como as características lúdicas, funcionais, coletivas e comunitárias da arte.

6 JUL
– 27 OUT 2019

Centro de Artes de Sines
Entrada gratuita

INAUGURAÇÃO 

06 JUL SÁB 17:00

Com obras de

Álvaro Lapa, Ana Hatherly, Ana Jotta, Ana Maria Tavares, Ana Miranda Rodrigues, Ângela Ferreira, Ângelo de Sousa, António Ole, António Palolo, Bartolomeu Cid dos Santos, Bruno Pacheco, Cruzeiro Seixas, Dick Arentz, Edgard de Souza, Eduardo Batarda, Ernesto de Sousa, Espiga Pinto, Fernanda Fragateiro, Fernando Calhau, Gerardo Burmester, Godfrey Frankel, Isabel Pons, Jac Leirner, Joana Vasconcelos, João Paulo Feliciano, João Penalva, Joaquim Bravo, Joaquim Rodrigo, Jorge Pinheiro, José Loureiro, José M. Rodrigues, José Pedro Croft, Júlia Ventura, Kees Scherer, Leonor Antunes, Luís Demée, Man, Manuela Almeida, Manuel Viana, Nadir Afonso, Pedro Cabrita Reis, Pedro Casqueiro, Pedro Diniz Reis, Pedro Portugal, Peter Fink, Pires Vieira, Rui Sanches.

Coleção da Caixa Geral de Depósitos

A Coleção de obras de arte da Caixa Geral de Depósitos inicia-se em 1983, com as aquisições decorrentes de um conjunto de orientações da sua Administração. Passada uma década, após uma análise ao acervo até aí reunido, bem como às diversas coleções de arte públicas e institucionais existentes em Portugal, passam a privilegiar-se, de entre outros critérios, a produção artística posterior à década de 80, sem deixar de se manter uma atenção pela oportunidade de inclusão de obras anteriores, de artistas cuja consagração tenha ocorrido nos anos 60 ou 70.

A partir de 2000, a gestão da Coleção passa para a Culturgest e o âmbito colecionista integra um sentido mais vasto da expressão da lusofonia — para além da arte portuguesa, passa a dar-se uma atenção especial à arte contemporânea produzida no Brasil, Moçambique, Angola e Cabo Verde.

Após 2004, as aquisições procuram uma compreensão e contextualização de carreira, com mais obras de um mesmo artista a serem reunidas na Coleção.

Por questões conjunturais, as aquisições para a Coleção da Caixa Geral de Depósitos estão suspensas desde 2008, mas a Culturgest continua a zelar pela gestão, divulgação e conservação das cerca de 1800 obras de arte da Coleção CGD, incluindo pintura, escultura, desenho, fotografia, vídeo, instalação e gravura.

As obras da Coleção aqui apresentadas organizam-se por destaques de acordo com a atualidade, nomeadamente obras emprestadas para exposições em Portugal ou no estrangeiro, obras incluídas em exposições da Culturgest, ou obras em processos de restauro.

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