REGENERAÇÃO

Alexandra Marques, António Jacinto, Lino Ferreira, Mário Barbosa

De acordo com projeções, a população com mais de 80 anos representará cerca de 20% da população mundial em 2050. O aumento das populações envelhecidas resulta, em parte, do sucesso das políticas de saúde pública e das tecnologias médicas desenvolvidas
nas últimas décadas. A medicina regenerativa ganha cada vez mais terreno: proliferam os estudos sobre o processo de envelhecimento e as formas de o desacelerar, novos progressos têm sido feitos para tratar doenças crónicas e já é possível reestabelecer um determinado tecido ou até mesmo um órgão.

Alexandra P. Marques (Universidade do Minho), António Jacinto (Faculdade de Ciências Médicas, NOVA Medical School), Lino Ferreira (Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra) e Mário Barbosa (anterior diretor do I3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto) partilham as suas perspetivas sobre a medicina regenerativa e o seu papel fulcral no aumento da longevidade.

15 ABR 2020
QUA 16:00

Grande Auditório
*Entrada gratuita
Duração 2h

*Entrada gratuita, sujeita à lotação e mediante levantamento de bilhete no próprio dia a partir das 15:00

Reserva de lugar disponível através do botão Incrições Abertas

Em português com tradução simultânea em inglês

Live streaming disponível no dia da conferência

Parceria

Fidelidade

PARCERIA

Fidelidade – Companhia de Seguros

PARCERIA CIENTÍFICA

Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa (IST) e Nova SBE Health Economics and Management KC

CONSULTORES CIENTÍFICOS

Arlindo Oliveira (IST), Joaquim Sampaio Cabral (IST), Pedro Pita Barros (professor catedrático, Universidade Nova de Lisboa)

Sinopses e Biografias Regeneração

REGENERAÇÃO

Alexandra Marques, António Jacinto, Lino Ferreira, Mário Barbosa

15 ABR, 16:00


Como podemos estudar o processo de envelhecimento? Como o podemos desacelerar? A que desenvlvimentos temos assistido no âmbito do tratamento de doenças crónicas? E nestes processos, qual o papel da medicina regenerativa, cujo principal objetivo é restabelecer ou melhorar a função de um determinado tecido biológico ou órgão, reconstituindo-o. Esta área de investigação tão importante na área do aumento da longevidade será abordada através das perspetivas de três convidados:  Alexandra P. Marques é doutorada em Ciência e Tecnologia de Materiais – Biomateriais pela Universidade do Minho, uma das fundadoras e Vice-Presidente do Grupo de Investigação 3B’s da Universidade do Minho e também membro da Direção do Programa Doutoral Advanced Therapies for Health da Universidade do Minho, António Jacinto professor e investigador, dirige o CEDOC - Centro de Estudos de Doenças Crónicas, na Faculdade de Ciências Médicas, NOVA Medical School, e Lino Ferreira, licenciado em Bioquímica e doutorado em Biotecnologia, investigador Coordenador na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra na área do envelhecimento na Universidade de Coimbra. A sua equipa de investigação será a primeira a integrar o instituto em envelhecimento a ser criado em Coimbra até 2022. 

 

Lino Ferreira


O envelhecimento da população resulta em parte do sucesso da política de saúde pública e de tecnologia médica desenvolvida nas ultimas décadas. A população com mais de 80 anos representará, de acordo com projeções, cerca de 20% da população mundial em 2050. Nesta palestra, Lino Ferreira tentará dar resposta às seguintes questões: Como podemos estudar o processo de envelhecimento? Como podemos desacelerar o processo de envelhecimento? Qual o papel da medicina regenerativa durante o envelhecimento?

Lino Ferreira é licenciado em Bioquímica e doutorado em Biotecnologia pela Universidade de Coimbra. Realizou trabalho de pós-doutoramento no Massachusetts Institute of Technology (MIT). É atualmente investigador Coordenador na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e ERA chair na área do envelhecimento na Universidade de Coimbra. Os seus interesses de investigação estão nas áreas do envelhecimento e medicina regenerativa. A sua equipa de investigação será a primeira a integrar o instituto em envelhecimento a ser criado em Coimbra até 2022. 

 

Alexandra P. Marques


A Medicina Regenerativa tem como principal objetivo restabelecer ou melhorar a função de um determinado tecido ou órgão. Apesar dos sucessos clínicos com diferentes terapias, há ainda algumas cuja eficácia não é ainda a desejada e que, aliada à escassez de tecidos e órgãos para transplante, têm estimulado novos desenvolvimentos nesta área. Estes aspetos serão discutidos no contexto do tratamento de feridas de pele, nomeadamente de feridas crónicas como aquelas associadas à Diabetes, ou de queimaduras. Embora importantes na cicatrização de determinados tipos de ferida as terapias atuais falham, na maioria dos casos, no restabelecimento total das funções da pele uma vez que o tecido novo que é formado é diferente em termos de organização e composição (morfologia), e função (fisiologia), não tendo por exemplo qualquer um dos apêndices como os pelos, as terminações nervosas ou as glândulas sudoríparas, todos eles com funções primordiais na pele humana.

Alexandra P. Marques é doutorada em Ciência e Tecnologia de Materiais – Biomateriais pela Universidade do Minho e em colaboração com a Universidade de Liverpool, e Licenciada em Bioquímica pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. É uma das fundadoras do Grupo de Investigação 3B’s da Universidade do Minho, atualmente uma das Unidades de Investigação do Instituto de Investigação 3B’s criado recentemente e do qual é Vice-Presidente. É também membro da Direção do Laboratório Associado ICVS/3B’s e do Programa Doutoral Advanced Therapies for Health da Universidade do Minho. É Editora Associada da revista científica Journal of Tissue Engineering and Regenerative Medicine e membro do Conselho da European Wound Management Association. Tem como áreas de especialização a Engenharia de tecidos de pele com particular enfoque em células estaminais, hidrogéis, matriz extracelular, vascularização/angiogénese e modelos in vitro 3D. Em 2016 ganhou uma bolsa de consolidação de carreira do prestigiante Conselho Europeu de Investigação com um projeto que visa produzir modelos de pele 3D que recriem com precisão a estrutura e a sua organização complexa, assim como a função deste tecido.

 

Mário Barbosa
Em busca do tempo perdido


Vivemos mais anos, mas queixamo-nos que nos falta tempo. Temos mais máquinas que nos libertam de tarefas pesadas e penosas, mas incorporamos no quotidiano novos hábitos e dependências. Sabemos das limitações das tecnologias, mas não as aceitamos quando elas falham. Temos noção da escassez de recursos naturais, mas não colocamos limites sérios à sua exploração. Falamos em longevidade e ocorre-nos a ideia de imortalidade do corpo. Não nos bastando envelhecer melhor, procuramos terapias de rejuvenescimento. A ciência e a ficção científica misturam-se em espectativas criadas em escalas comprimidas do tempo. Precisamos dele para sermos o que não fomos ainda ou recuperar o que deixamos de ser. A medicina regenerativa é uma coisa simples: uma cura para o tempo.


Mário Adolfo Barbosa é Professor Catedrático no ICBAS – Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto. De 2015 a 2019 foi Diretor do i3S-Instituto de Investigação e Inovação em Saúde. É Diretor do Programa de Doutoramento em Biotecnologia Molecular e Celular Aplicada às Ciências da Saúde (BiotechHealth), que envolve o ICBAS a FFUP, o i3S e o Requimte. É ainda membro da Comissão Científica do Mestrado Integrado em Bioengenharia da Universidade do Porto que envolve o ICBAS e a FEUP, tendo sido um dos dinamizadores da sua criação e o seu primeiro Diretor. Foi Diretor do INEB e um dos investigadores envolvidos na sua criação, em 1989. É Secretário da União Internacional das Sociedades de Biomateriais. A sua área de investigação é a dos biomateriais e da regeneração de tecidos, sendo coordenador do grupo de investigação “Microenvironments for New Therapies” do i3S.

Who wants to live forever? Longevidade: Regeneração, Precisão, Implicações Sociais

As investigações em medicina regenerativa e genética, a individualização dos cuidados de saúde e a precisão de diagnóstico põem-nos perante a possibilidade de prolongarmos o nosso tempo de vida. Que saberes e técnicas são estas? Que transformações trazem ao modo como lidamos com o cuidado e a prevenção da nossa saúde? Que implicações económicas e sociais podem surgir do aumento da longevidade do ser humano? Quais os limites biológicos e éticos desta procura pela perpetuação da vida?

Neste ciclo de conferências, procuramos responder a estas perguntas e desvendar os desafios que podemos ter de enfrentar para acolher o contributo das pessoas que vivem longamente.

15 ABR QUA

16:00 REGENERAÇÃO
18:30 O PAPEL DA MEDICINA REGENERATIVA NA LONGEVIDADE com Joaquim Sampaio Cabral

20 MAI QUA

16:00 PRECISÃO
18:30 PREVENÇÃO PRECISA com Jonas Almeida

3 JUN QUA

16:00 IMPLICAÇÕES SOCIAIS
18:30 ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL: COMPORTAMENTOS SOCIAIS E AMBIENTAIS com Asghar Zaidi

 

PARCERIA

Fidelidade - Companhia de Seguros
Culturgest

PARCERIA CIENTÍFICA

Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa (IST) e Nova SBE Health Economics and Management KC

CONSULTORES CIENTÍFICOS

Arlindo Oliveira (IST), Joaquim Sampaio Cabral (IST), Pedro Pita Barros (professor catedrático, Universidade Nova de Lisboa)

Ciclo Fidelidade - Culturgest

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