ENCICLOPÉDIA

Colocamos em destaque as palavras, os termos, os auxiliares de memória, as notas de rodapé que fazem parte do trabalho de Mattia Denisse. 

Um glossário que serve de atalho para chegarmos ao artista e às personagens históricas e ficcionais que o rodeiam.

 

Para consultar o glossário cliquem no botão ABC no canto superior esquerdo desta página.

Inferno da Biblioteca                                                                                                  Acelerador Ouroboro

Encruzilhada de palavras
Asqueroso vs Matricial

Bilbalândia

Rumorédia                                                                                                                             

             Estado d'alma           

Leitor/ Observador

Destino da humanidade
Encenação geométrica                                                      
Excesso de luz divina

                                                                  Geometria do prazer

Leminski vs Descartes

Luta de formas

 Origem do arco-íris

Adão e Eva

Meteorologia

Hypnomnemata: "termo grego que designa auxiliares de memórias como livros de contas, registos públicos ou cadernos individuais.”

© Vera Marmelo - Culturgest
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Incoincidência

"Sempre tive a fantasia de desenhar ou pintar ao ar livre como os impressionistas (…). Lembro-me de, ainda criança, ter passado tardes inteiras em frente a minha casa a pintar paisagens de montanhas ultra-marinas que deslizavam até um mar azul-cobalto manchado de verde-esmeralda, onde se refletiam nódoas, em vermelhão, de um pôr do sol cor-de-laranja. Devo precisar que na paisagem à minha frente, para a qual olhava com insistência (…) era um campo perfeitamente plano, feito apenas de camadas horizontais, sem perspetiva, de gramíneas ocres e de terra castanha. Mais além, em pano de fundo, a orla de uma floresta, de um verde que vira negro de tanta falta de luz; e um céu de chapa, cinzento, triste e baixo, tapava o conjunto. Esta desadequação entre paisagem e o que representava, esta “in-coincidência”, vinha certamente de uma vontade precoce de viajar ou de fugir, de uma necessidade tremenda de dépaysement.”

Excerto de Logo depois da vírgula (2012), de Mattia Denisse.

Mattia Denisse, Logo depois da vírgula (2012)
© Vera Marmelo - Culturgest
Mattia Denisse, Logo depois da vírgula (2012)
© Vera Marmelo - Culturgest
Mattia Denisse, Logo depois da vírgula (2012)
© Vera Marmelo - Culturgest
Mattia Denisse, Logo depois da vírgula (2012)
© Vera Marmelo - Culturgest
Mattia Denisse, Logo depois da vírgula (2012)
© Vera Marmelo - Culturgest
Mattia Denisse, Logo depois da vírgula (2012)
© Vera Marmelo - Culturgest
Mattia Denisse, Logo depois da vírgula (2012)
© Vera Marmelo - Culturgest
Mattia Denisse, Logo depois da vírgula (2012)
© Vera Marmelo - Culturgest
Mattia Denisse, Logo depois da vírgula (2012)
© Vera Marmelo - Culturgest
Mattia Denisse, Logo depois da vírgula (2012)
© Vera Marmelo - Culturgest

HÁPAX

há·pax·-apɐks nome masculino

Palavra ou expressão cujo uso é registado apenas uma vez (num texto, num conjunto de textos ou numa língua).

O trabalho de Mattia Denisse tem-se concentrado na produção de desenhos e outras técnicas gráficas, como a serigrafia ou a monotipia. Distribuídas por sete núcleos, as obras reunidas na exposição permitem conhecer os grandes eixos de produção que o artista desenvolveu nos últimos quinze anos e descobrir o modo singular e bem humorado como o artista enuncia e responde às questões transversais da condição humana. Hápax apresenta cerca de 500 obras, entre desenhos e serigrafias - com técnicas onde predominam grafite, guache, lápis de cor, óleo, monotipia, pedra negra, tinta-da-china sobre papel e caneta Indelével sobre acetato - produzidas pelo artista ao longo dos últimos quinze anos. 
Mattia Denisse nasceu em Blois, nas margens do Loire, em 1967. Depois de um périplo que o levou a diferentes lugares na Europa, no Brasil e em África, fez estadias prolongadas em Portugal desde 1999. O estabelecimento definitivo em Lisboa, em 2007, coincidiu com uma concentração do seu trabalho na escrita e no desenho, abandonando a prática instalativa que havia explorado em anos anteriores. A sua obra tem conhecido um crescente reconhecimento internacional, tendo o artista apresentado recentemente o seu trabalho em exposições individuais no Nouveau Musée National do Mónaco e no West, em Haia.
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Autores como René Daumal, Ladislav Klima, Viveiros de Castro, Aldred Jarry, Levi-Strauss ou Roberto Bolaño  fazem parte de uma constelação de vozes que alimentam o imaginário particular de Mattia Denisse. Nesse imaginário, como refere Bruno Marchand, "tudo o que é da ordem da realidade, mas também da surrealidade, do sonho, da especulação, do fantasma, do espanto e dos fenómenos subtis, tem cabimento. Um certo apreço pelo estudo e pelos métodos científicos detém, contudo, maior peso na sua obra. É por isso que nela abundam noções como ensaio, tratado, história, compêndio, ou alusões a ramos da ciência como a geometria, a ótica, a física ou a patafísica: todos eles instrumentos para a observação e reificação de um mundo interior caleidoscópico".

- Resume
FICHA TÉCNICA
EXPOSIÇÃO

CURADOR
Bruno Marchand

DIRETOR DE PRODUÇÃO
Mário Valente

PRODUÇÃO
Sílvia Gomes
Fernando Teixeira

PREPARAÇÃO DE OBRAS E MONTAGEM
Isabel Zarazúa
Joana Oliveira
Pedro Alves
Pedro Palma
Xavier Ovídio

PINTURA MURAL
Carlos Gaspar

ESTAGIÁRIO
João Reis

AGRADECIMENTOS
Casa das Histórias Paula Rego, Cascais
Dois Dias Edições
Mike Goes West Stuido
Pato em Pequim

MICROSITE

EDIÇÃO
Carolina Luz

REVISÃO DE CONTEÚDOS
Catarina Medina

DESIGN E WEBSITE
Studio Macedo Cannatà & Queo